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Assim como meço o tempo miúdo (minutos, horas) em músicas, por conta do hábito de sempre ter uma trilha tocando em casa, o tempo médio (meses, estações), meço pelas comidas, clima do tempo, eventos.
Não importa se o mundo estiver caindo na minha cabeça, pra mim quando os dias ficam frios, o vento forte, e o sol mais amarelo, estão chegando as férias de julho. Nariz gelado, aipim, abóbora, pinhão, maçã, mexerica, limão todo o tipo de cítricos me lembram esse espírito. E olha que faz tempo que terminei a graduação, mas a sensação permanece.

No momento, a gente não vence consumir todo o limão que dá na árvore do quintal da minha mãe, mesmo distribuindo a fruta para os amigos. (Afinal, aqui quase todo mundo tem um pé de limão no quintal, ou alguém na família da pessoa tem). Há uns dois invernos, acho, colhendo um monte de limão caipira, resolvi fazer uma geléia que levava o sumo, a casca, açúcar, e só. Sem receita, sem anotar nada. Ficou ó-te-ma.

Resolvi filmar o vídeo dessa receita pra mostrar o jeito de preparar as cascas, como reconhecer o ponto da geléia etc, ficou lindo. Pena de deu errado! O sabor saiu forte demais.
Também! Quando preparei da primeira vez, mil anos atrás, não anotei nada. Preparando de cabeça agora, certamente fiz algo diferente, e eis que o resultado (lógico) ficou diferente. Nessas horas é que penso que realmente faz sentido andar sempre com um caderno debaixo do braço.
Aí  não teve outro jeito: aproveitei a abundância de limões e passei uma semana inteira testando preparar a geléia de várias maneiras, até chegar num resultado gostoso - o que não consegui mais obter somente com o sumo, a casca e o açúcar.

Agora sim, com uma versão testada, aprovada e anotada, passo pra vocês a receita da geléia de limão caipira!