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De manhã, cérebro começando a funcionar (mais ou menos).
O corpo ainda morno da cama, e os pensamentos ainda gostosamente vazios, aos poucos lembrando os compromissos do dia, se precisa levar guarda-chuva, qual roupa usar.
Cortar umas frutas, coar café, aquecer o leite para a primeira refeição. Na pressa, fogo alto.

Se o leite for de vaca, pode acabar entornando espuma no fogão e lá se vai a paz de espírito.
Se for leite vegetal, a surpresa chata pode ser outra: que o leite talha sob altas temperaturas, sabe? Fica uma porção aguada misturada com uns grumos, nada atraente.

Como lidar?


Convenhamos que “não tenho tempo” é uma expressão que define prioridades. Afinal, a questão não é “o quanto” se tem, e sim quais são as atividades a que a pessoa dá importância e dedica seu tempo.
Se nos ocupamos de muitas coisas que não nos fazem crescer ou sorrir (de preferência, crescer e sorrir), parece que é hora de mudar. Quando a gente percebe algo que é importante, dá-se um jeito de fazer com que este algo aconteça com frequência.

Por exemplo: tomar café da manhã com calma no cotidiano é um luxo? Pode até ser, mas quando começo o dia devagar meu humor e capacidade de concentração ficam muito melhores, então invento jeitos de garantir esse pequeno luxo.


Lembra o famoso ditado, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.
Bom, faz sentido pra mim.
Se eu pintar um cavalo de listrado, não é a mesma coisa que uma zebra. Pode ter um jeitão parecido, e eu nem sei de fato qual é a diferença, mas sei que existe.
Certamente há quem me considere obtusa mas, pra mim, dizer “omelete sem ovos” é um contrassenso (no entanto, preparo e almoço feliz da vida uma fritada de grão de bico).

Suponho que para muita gente, pode parecer que as pessoas “naturebas”, “vegetarianas”, “veganas”, “paleo”, que não comem glúten ou laticínios, todas são parte de um mesmo grupo coeso.
Como se pode imaginar, isso não é verdade.
Cada um tem lá seus motivos para fazer as escolhas que faz, e mesmo pessoas que tenham uma dieta muito parecida, podem ter motivações muito distintas.


Não sei ao certo porquê, mas nos últimos 5 anos o óleo de coco caiu nas graças do povo. Fico me perguntando como é que isso acontece.
Será que no mesmo momento foram publicados alguns estudos e artigos sobre suas fantásticas propriedades obtidas através de uso tópico ou e interno? Será que o Bono Vox ou alguma celebridade muito gata deu algum depoimento a respeito?
É a mesma coisa com todas essas ondas de "super foods" - elas me deixam intrigada e desconfiada.
Não digo que couve, goji, chia, açaí, não tenham nutrientes excelentes, mas sei lá... não acho que concentrar todas as esperanças em alguns itens específicos vá salvar o mundo.

Seja como for, em algum momento do ano passado ou do outro, resolvi experimentar o bendito óleo de coco. E olha que gostei do bichinho.
Com certeza, a primeira vez que comprei foi durante os meses frios, pois lembro que à temperatura ambiente no armário o óleo de coco ficava sólido (e isso só acontece abaixo de 25oC, conforme a própria embalagem diz).
Logo adquiri o hábito de passá-lo no pão como fazia com a manteiga.


Lembra uma vez que eu disse um dos motivos que me faz considerar avós tão ninja?
Elas são sensacionais! Não importa que alguma coisa saia errada ou fora do esperado, elas têm uma habilidade inacreditável de transformar alguma coisa em outra coisa. Uma que dê certo. 
Isso é particularmente verdade na cozinha, mas se aplica a outras áreas do conhecimento, com certeza. 
Eu, que estou longíssimo de ser avó, pelo menos posso ir treinando meu lado ninja desde já.

Acontece que nos últimos tempos meu namorado e eu temos nos interessado um bocado por café. Temos experimentado variedades especiais, torras diferentes, acidez assim, aroma assado... Não que sejamos grandes entendedores do assunto, mas gostamos bem.
Aí, em um dia em que eu *precisava* beber café com o bolo que havia preparado, tava sem nem um grão em casa.
Bom, que dúvida? Desci no mercadinho da esquina e comprei café em pó mesmo, de uma marca comum. 
Pra minha surpresa, o paladar não gostou. Não achou nem ok. 
Ora, veja só, fiquei mal acostumada!
Aí é que precisei pôr a mente pra funcionar: como lidar com ½ kg de café que não gostei nadica?


Pães de minuto, essa maravilha da humanidade!

Na verdade, eu chamaria estes pequeninos de bolos, porque são feitos com fermento químico em vez de fermento biológico. E essa é a razão pela qual eles ficam prontos tão depressa.

São ótimos para preparar um lanche rápido, pra quando alguém aparece em casa, para servir como desculpa pra ligar o forno em tardes geladas, esse tipo de coisa.

A receita vem de um livro que ganhei de um amigo no ano passado, chama "Bolinhos salgados e doces", da Ilona Chavancova.


Quero só ver quem de vocês nunca comeu pão com banana. O pior é que provavelmente, um monte de gente não comeu, ai meu deus. Pois olha, deveriam experimentar. Há um milhão de variações possíveis. Esse sanduíche da foto eu preparei com um pãozinho de milho macio que tinha comprado no mercado, uma camadinha fina de chimia de banana (a receita vai estar aí embaixo, é uma versão sem açúcar), queijo branco, e a dita cuja.


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Voltando a falar de comida: pão de fubá

05/06/2014 - 1 Comentários - Receitas | Café da manhã, Fubá, Pão

Enfim voltei com uma receita, gente.

Nos domingos em que se pode, gosto de deixar a casa organizada, fazer pão fresco e deixar a salada lavada. Ainda mais que amanhã chega uma visita muito especial - uma amiga que não vejo há uns 5 anos. E na quarta chega minha mãe.

Eu já tinha feito pãezinhos de fubá com uma receita do wild yeast, mas essa aqui é diferente porque é um filão. E porque adaptei da Dona Benta.

Olha, pra falar a verdade, adaptei um bocado. Mas como o estopim foi a receita do livro, vou escrever a versão dele no final do post.


(Relevem o garfo na primeira foto. Tava posta a mesa do café, portanto tinha uma colher ali por perto também...)

Há uns 300 anos eu tinha salvo essa receita aqui do blog da Patrícia, que eu queria muito testar. A Ana Elisa também postou uma outra gelatina de fruta de verdade, e fui gostando muito da idéia. Dizem que gelatina faz bem pra mil coisas, e é tão facinho de preparar mas, sinceramente, aqueles sabores de gelatina de caixinha raramente apetecem.

Daí que outro dia vi a embalagem de agar agar quase vencendo no fundo da gaveta, olhei praquela manga hiper madura pedindo socorro, e soube o que ia ter pro café da manhã.

Porque agar agar em vez de gelatina comum?

Bom, porque é difícil de me controlar nos mercadinhos da Liberdade e não comprar coisas com embalagens bonitas. De qualquer forma, tento restringir essas compras a itens que tenham algum utilidade, mesmo se não forem necessários na minha vida.

Confissões à parte, vamos à receita.


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Minha mãe ligou há umas duas semanas, e no meio da conversa falou "quando eu for praí, vou te levar uma surpresa".

Pronto. A dona curiosa aqui passou esse tempo todo lembrando e esquecendo de pensar se era algo de comer, se era algo pra casa, se era de vestir, se tinha a ver com cinema...

Enfim ela veio, e que surpresa mais linda!

Era aquele livrão imenso "Dona Benta - Comer bem". O livro brasileiro de culinária mais vendido no país desde a primeira edição - em 1940 -, de acordo com o prefácio. Tem várias coisas tradicionais, deliciosas, que podem acabar ficar esquecidas de ver em quando. Daquelas que é tão gostoso lembrar de repente.

Assim que pude, passei horas folheando o livro e lendo as receitas.

Pra inaugurá-lo, fiz hoje de manhã estes waffles de banana.

Boooom! :)


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Mingau de aveia

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Aveia, Café da manhã, Frio

Este é um clássico entre os cafés da manhã na casa da minha mãe, especialmente os de inverno.

É muito simples, reconfortante, e funciona bem quando a pessoa precisa comer mas está com dor de estômago.


Bom, todos sabemos o que acontece me uma semana com a família em um feriado.

Acontece que a gente se diverte, esquece da vida, e aproveita pra comer muito bem.

Então roubei dos meus tios uma idéia bacana, que é passar a semana seguinte "desintoxicando" o corpo com mais vegetais frescos e menos massa.

Chegando a SP passei no mercado pra comprar várias frutas e várias verduras, almocei sopa.

E à noite resolvi fazer um pão de cenoura.


Cozinhar pra bastante gente tem mais graça que pra pouca gente, ainda mais se for o café da manhã da família no feriado. :)

Hoje tivemos panquecas de abóbora, bem fáceis e rapidinhas.


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Amanhecer vermelho

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Ácido, Bebida, Café da manhã, Calor, Nozes

 

Granola com cranberries secas + chá gelado de hibisco.


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Bom dia, baby

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Café da manhã, Maçã, Panqueca

Panquecas gordinhas, ao estilo americano, pra começar o domingo nice vibes.


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Maçã desidratada

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Café da manhã, Maçã

Comprei quase 1,5kg de maçãs da última vez que fui no mercado, e pra minha tristeza elas eram doces de morrer (eu gosto de fruta mais ácida). Bom... o que fazer da vida?

Pôr em prática uma idéia que há tempos eu tinha em mente: desidratar.


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Ah vá?

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Aveia, Café da manhã, Fail, Nozes

Eu tava terminando de ler uns textos ontem à noite, pensando que devia ir dormir cedo, já que tava cansadona.

E o que é melhor que um chazinho nessas horas, né?

Fiz um chá de erva mate, aconchegante coisa e tal.

Bom, descobri que mate tem horrores de cafeína.

O dobro da quantidade que tem no café, na verdade.

De modo que acabei deitando só às 3h e pouco pra levantar às 7h.

Mas, por motivos desconhecidos, acordei com tudo.

Aproveitei minha recém-descoberta fonte de cafeína, que junto da granola fez um belo café da manhã.


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Naturebice

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Ácido, Bebida, Café da manhã, Calor, Cenoura, Laranja

Cheguei do trabalho cansada e com calor, então achei que merecia um bom suco.


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Geléia de laranja.

31/12/2010 - 1 Comentários - Receitas | Açúcar cristal, Café da manhã, Geléia, Laranja, Limão, Vegano

Eu precisava de geléia laranja pra usar em um bolo, resolvi usar um método clássico de fazer geléia de fruta.
Na verdade, o mais complicado foi libertar as laranjas das cascas, casquinhas, sementinhas...


O negócio é o seguinte: lugar de comida é na mesa ou na barriga, nunca no lixo. No outro dia, fiz muitas bolachinhas de natal. E por um capricho meu acabei passando todas elas no cortador de novo depois de assadas, porque queria que ficassem todas iguaizinhas, redondinhas.
Bom, o que fazer com as 3 xícaras que sobraram de bolacha esfarelada? Pão!