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Nesse tempo em que o verão começa a chegar, plantas crescem, fermentos borbulham, e os prazos começam a ficar curtos. A cabeça da gente está tão cheia, que tudo o que se pede é um refresco - um sopro de vida.
Um ótimo jeito de lidar é beber bastante água (e um pouco de cerveja de vez em quando ;). Outro ótimo jeito é caprichar nas saladas com grãos e sementes germinados.

No processo de germinação, as sementes e grãos liberam toda a energia que têm armazenada, com o intuito de nutrir a nova plantinha que está nascendo. Assim, além de ter mais nutrientes disponíveis neste momento, estes ficam mais fáceis de digerir e assimilar.
Juntando com verduras de raiz, de fruto, de folha e um bom molho, dá pra saciar a fome de maneira leve e prática. Essa salada vai muito bem em marmitas e almoços apressados. Vem ver como se faz!


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Cuidados pessoais DIY

04/09/2017 - 4 Comentários - Receitas | Bicarbonato de sódio, Limpeza


Já faz muito tempo que amo comidas, medicina, e cuidados pessoais que sejam simples e minimamente processados.
Tipo fazer o pão, o iogurte, usar própolis como cura-corte e pôr babosa no cabelo.
Mas teve um dia, lá por 2013, em que fiquei puta da vida com o frizz e comecei a procurar na internet algum produto que desse jeito nos meus cachinhos.
Eis que na busca apareceu o tal do “no poo”: lavar os cabelos sem xampu. E apareceu repetidamente como uma solução para deixar os cabelos lindos. Apesar do estranhamento, resolvi testar. E nunca mais voltei atrás.

De lá pra cá, meu banheiro tem cada vez menos embalagens.
A pele, o cabelo, os dentes – cuidados pessoais em geral – vão muito bem. Inclusive, de vez em quando alguém comenta que estou cheirosa ;) Resumindo, aí vai o que poderíamos chamar de “rotina de beleza” (com as respectivas receitas).


De manhã, cérebro começando a funcionar (mais ou menos).
O corpo ainda morno da cama, e os pensamentos ainda gostosamente vazios, aos poucos lembrando os compromissos do dia, se precisa levar guarda-chuva, qual roupa usar.
Cortar umas frutas, coar café, aquecer o leite para a primeira refeição. Na pressa, fogo alto.

Se o leite for de vaca, pode acabar entornando espuma no fogão e lá se vai a paz de espírito.
Se for leite vegetal, a surpresa chata pode ser outra: que o leite talha sob altas temperaturas, sabe? Fica uma porção aguada misturada com uns grumos, nada atraente.

Como lidar?


Tenho sorte de ter amigos com quem aprendo um monte de coisas. Por exemplo, uma moça que é minha amiga há uns 300 anos, a Flávia. A gente toda a vida troca receitas, e recomendações de leituras, e impressões sobre a vida de maneira geral.
Costumo considerar que, se estou indo com o milho, lá vem ela com o fubá. No caso de hoje, temos o leite de amendoim.
Do jeito que eu preparo, leva mais ou menos um dia. Do jeito dela, são só uns minutinhos – o que vem bem a calhar quando estou com um bolo no forno e lembro que me falta o leite para a calda.


Assim como na literatura, acredito que na culinária as traduções acontecem a toda hora. Essa tentativa de dizer a mesma coisa com palavras de outra língua (ou ingredientes de outra terra), sabe?
É claro que nunca fica a mesma coisa e, se me perdoam a falta de purismo, considero algumas versões “traduzidas” ficam muito melhores que o original.

Depois de anos convivendo com o maravilhoso molho pesto nos almoços de família, tive oportunidade de prova-lo em uma cantina italiana super tradicional de São Paulo – e não achei a menor graça.


Aquela velha e boa receita de quiche feita com farinha de trigo integral e azeite de oliva é um coringa para os almoços aqui em casa, que sempre resulta em barriga feliz.
A gente fica fadado ao sucesso: é rápida de preparar, tem casquinha crocante e recheio cremoso, é prática para servir (pode ser feita com antecedência, congelada, reaquecida), e junto com uma salada farta alimenta muito bem.

Daí, olhando os ingredientes à mão, resolvi dar uma abrasileirada no recheio trocando o clássico creme de queijo e ovos por (tcham tcham tcham) abóbora com coco. Rapaz, que coisa mais boa!

Quando fui convidada para participar da campanha #FoodLovers da Filippo Berio, a Kara me perguntou por receitas que contassem um pouco ao mundo como que a gente incorpora o azeite de oliva em receitas e ingredientes que são muito nossos. Penso que junta-lo a cebola, abóbora e coco é um jeito ;)

Vem cá, que em uma hora a gente deixa pronto o almoço de amanhã!


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Detalhes tão pequenos – Como abrir um coco com classe.

15/08/2016 - 1 Comentários - Detalhes tão pequenos | Coco, Leite de coco, Leite vegetal, Vegano

Se você opta por usar coco embalado/desidratado nas suas receitas em vez da fruta fresca porque acha que abri-la em casa dá trabalho demais, aproveite o post de hoje! Vou te explicar como é simples e rápido de fazer, e ainda por cima com a maior classe ;)

Coco verde é menos comum de encontrar, e concordo que dá muita mão de obra. Essa versão deixo para aproveitar quando estou na beira da praia.
Mas o coco maduro a gente encontra em qualquer mercado, feira, sacolão e afins por preços ótimos, com a polpa macia, doce, e gordinha. E sem as desvantagens de compra-lo como produto processado: sem aditivos químicos, embalagens, sem adoçar ou desengordurar.

Vamos aos fatos.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É Junho, então é época de aproveitar as festas juninas por aí. Aqui em São Paulo dá pra achar festas das mais distintas tradições, pratos típicos variados. Mas se tem uma constante em toda festa junina que se preze é a fogazza. Não? Bem, então é a constante na festa junina aqui do lado da minha casa. O que está ótimo pra mim.


Existe um certo tipo de alegria específico que vem dos dias que se pode passar inteiros vestida em calças de moletom. Porque:
a) a temperatura baixou um pouco, e isso sempre é bem vindo ao fim do verão; e
b) o ócio ganha espaço em meio a dias de muito planejamento e muita execução. 

De verdade, que coisa boa amanhecer sem despertador, ler na cama aquele livro que andava empacado, preparar uma receita fácil ligando o forno pra aquecer a cozinha um pouco. Sem pensar muito no que fazer a seguir.
Com uma só tigela preparo estes cookies macios com o crocante da castanha, são ótimos para beliscar, tomar café, fazer um lanche.

 


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Comida de rua - Arepas colombianas.

08/05/2015 - 0 Comentários - Comida de rua | carne, Milho

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.


Conheci a culinária da Colômbia através de um amigo de lá que morou aqui em São Paulo. A primeira vez que comi foi em uma feirinha gastronômica que fui com ele e uns amigos, comi as pequenas empanadas deliciosas e provei o suco de limão com côco. Eu sou um cara que tem um paladar meio infantil, resisto a comidas “chatas”, mas combinações pra nós inusitadas geralmente me deixam no mínimo curioso. Não sou muito fã de côco, mas na limonada? Maravilha. E empanadas com amendoím? Fica uma delícia.

Saí de lá com uma boa impressão do que provei e curti a banquinha, Sabores de Mi Tierra. Meus amigos falaram que eles tinham um restaurante perto da Benedito Calixto e que eu deveria visitar um dia.

Passaram-se algumas semanas e fomos no restaurante, uma casa pequena na frente do Instituto Goethe. Era dia de copa – e mais, dia de jogo da Colômbia. O time de James Rodriguez e Quadrado havia ganhado, então o lugar estava lotado e em festa. Era bem apertado as mesas ficavam na garagem inclinada da casa. É meio incômodo comer em um lugar inclinado, mas o clima era legal, a galera toda com o uniforme da seleção (pra mim o mais bonito desta última copa) e ainda estava passando Italia vs Inglaterra na TV, um dos melhores jogos da primeira fase. Foi ali que provei a arepa, prato mais que típico da Colômbia (e Venezuela). Era um pão diferente recheado de costelinha de porco. E assim que dei a primeira mordida virou um favorito meu. Vale também provar os patacones, que são basicamente os mesmos recheios das arepas só que servidos em cima de uma massa crocante feita com banana da terra – parece um doritão mais gostoso.

Voltei lá esta vez em um sábado meio frio e encontrei o pico lotado. Ao invés de torcedores agora era a convenção nacional de hipsters da Vila Madalena que tomava todos os lugares. Pinheiros tem dessas coisas. Mas se é bom e o lugar continua no mesmo espírito, não tem por que reclamar. E esse é o caso.


Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É engraçado que este post é um que vem sendo planejado desde que a Flora me convidou pra fazer essa coluna. Quando falei que pretendia não fazer algo exclusivo para comidas de barraquinhas de rua eu estava pensando no lámen do Aska e sei que ela também sempre achou válido. Só demorei  pra escrever porque fica no limite mesmo das definições auto impostas desse espaço. Afinal, é dentro de um restaurante, tem fila na porta – que fica fechada, aliás. Parece algo que não encaixa no conceito daqui. Mas quem conhece o Aska acho que entende um pouco a escolha.

Porque lámen não é uma comida de rua, mas é uma comida rápida, pra ser devorada em um balcão – ou em uma mesa comum, dividida entre estranhos – e dar aquela forrada no estômago sem enrolação.  Por isso ele está aqui. E porque o Aska é um lugar que funciona nessas normas rígidas da comida rápida: se enrolar te apressam até você sair fora.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


Quando a gente sai pra comer em um buffet ou restaurante por quilo, sempre tem muito mais opções do que caberia civilizadamente em um prato. É claro, um truque meio safado desses restaurantes é apelar para o comilão que existe dentro de cada um e nos deixar com vontade de experimentar tudo (ahem... comigo não é difícil).
Às vezes, uma das opções que me deixa com água na boca é justamente aquela torta Madalena. Sabe? É meio torta, meio empadão: leva uma camada de carne moída temperada com verduras no fundo da assadeira, coberta com uma camada de purê de batata fofinho.
Me parece um belíssimo almoço! Só pôr uma salada crua do lado, e sucesso.
Só que não gosto de carne e não como carne, então nunca dá pé experimentar o prato. A mesma coisa me acontece no caso do escondidinho, que é praticamente a mesma coisa, apenas substituindo o purê de batata por purê de mandioca, e a carne moída por carne seca desfiada.
Ô vida.
Aí, um belo dia preparei minha própria versão com as verduras que tinha em casa.
Os onívoros na platéia talvez continuem preferindo a versão com carne sempre, mas pra vocês aí que querem dar uma variada, ou que também não comem carne, recomendo muito experimentar a receita.


Há anos fui mordida pela vontade e pelo desafio de preparar pães sem usar o fermento instantâneo comprado em mercado, ainda no tempo em que eu preparava meus não-intencionais pães-pedra (como dizia Madi, minha avó materna, "pão que faz dentinho de ouro").
Acho que a vontade veio mesmo porque essa proposta parecia pra mim tremendamente desafiadora. Praticamente uma experiência científica (o que aliás, de fato ela é).
Até encontrar o blog Wild Yeast, nunca tinha me dado conta de que o fermento é na verdade uma cultura de micróbios que vive no ar. Esse mesmo, o ar puro e limpinho - ou nem tanto assim - que inspiramos pelas narinas em qualquer lugar do mundo.
Que descoberta sensacional! Que perspectiva nova. Mesmo.
Mas aí, experimentando, testando, tomando notas, teimando em não gastar meu dinheirinho suado em livros excelentes-porém-caros (que a bem-amada biblioteca municipal não empresta, deixa apenas ler no local), ou cursos que entrem na mesma categoria, só agora estou entendendo um pouco mais como fazer a coisa funcionar. Muitas vezes é assim com os novatos: ou precisam ser bem insistentes, ou precisam pagar para que alguém ensine. É claro, fazer pão é o tipo do conhecimento que está em todo lugar (da mesma forma que os levedos estão), mas é meio difícil de apreender. Toda avó sabe. Sempre tem uma tia que sabe, um vizinho, enfim. Mas acho que a dificuldade mora no fato de que fazer pão é algo muito intuitivo e sensorial.
Quando se pega o jeito da coisa mesmo, se faz sem medir nada, e aí dá trabalho explicar.
Você pergunta: "Deixa crescer por quanto tempo?"
E te respondem: "Ahh, até ficar bem fofinho". E você lá, perdidão, sem saber se ficou fofinho o suficiente ou se já passou do ponto.

Nestes textos sobre pão sem fermento instantâneo, vou tentar fazer a ponte entre os padeiros experientes que não tem muito jeito pra explicação, e os explicadinhos que não tem experiência em fazer pães ainda.


Eu duvido, sinceramente, que exista alguém que não goste de pastel. Claro que não estou falando de pastéis meio frios, meio murchos, pingando óleo. Não.
Estou falando de pastel fresco, quentinho, crocante, caprichado. Frito em óleo novo. Desse aí não é possível desgostar.
Um feliz complemento eventual ao almoço do dia-a-dia, um lanche rápido na feira (junto daquele copo de caldo de cana gelado), ou ainda um belo petisco para servir com cerveja: eis a receita de hoje.
Depois de experimentar as quatro receitas que encontrei nos cadernos da minha avó Nelci, escolhi aquela que ficou do jeitinho do pastel que ela preparava, e aqui vai.


O clichê a que o título de refere sou eu própria, yours truly. Como assim? Assim:

Assim, tenho passado um bom tempo em casa, cozinhando e escrevendo, e organizando o blog, e chega uma hora que dá um bode e preciso mudar de cenário. Aí está o clichê: apesar de ter muitas pautas em mente, deu uma certa falta de inspiração para escrever. Então fui a um café, e de repente não consigo parar de desenhar letras sobre o papel.
Geralmente, um parque perto da minha casa é o meu quintal. Mas com a chuvinha boa que está caindo, decidi ir conhecer este lugar onde queria ir há tempos. Me apaixonei.
Inclusive porque no trajeto à pé as idéias vão tomando forma sem que a gente nem perceba.

Quanto ao inusitado, é que outro dia me deparei com um belo maço de beterrabas que estava sem destino em casa, já que ando mais interessada nas ramas das beterrabas do que nelas próprias. Me lembrei de um vídeo todo bonitinho que uma amiga recomendou tempos atrás, onde aparecia a receita de um bolo sem farinha, de chocolate com beterraba. Ta aí uma combinação que eu não pensaria se ninguém me contasse que existe. E, olha, que delícia!


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.

 

Não é fácil comer um hambúrguer barato hoje em dia. Quer dizer: um bom hambúrguer barato. Assim como boa parte das comidas rápidas, a versão gourmet se expandiu nos últimos 10 anos, melhorando bastante a qualidade de muitos lugares mas também elevando bastante os preços. Não dá pra ficar de boa em um lugar que cobra mais de R$30,00 pelas versões mais simples do lanche (para as mais sofisticadas, o céu é o limite).

A alternativa é buscar aquele cheese-salada reforçado das padarias ou o lanche rápido dos botecos, mais próximos do hambúrguer caseiro. E aí vai de lugar pra lugar. Já encontrei ótimos achados em bares fuleiros e cheeseburguers tenebrosos em padarias bonitonas. Bem, pelo menos os preços não impossibilitam o rango.

Mas tem um lugar famoso na cidade que virou ponto de referência do apreciador de hamburguinhos tradicionais: o Hambúrguer do Seu Oswaldo. Aberto no Ipiranga desde 1966, é um daqueles lugares meio obrigatórios pra quem curte comer pela cidade e não se contenta a ficar no eixo Pinheiros/Paulista/Centro. A cidade é gigante e repleta de picos fenomenais, o Seu Oswaldo sendo um desses casos mais ilustres. Dei uma passada lá na semana passada, junto com a Catharina e o Leo.


Como várias outras idéias de que gosto pra cachorro, a primeira vez que vi isso foi no TheKitchn. Depois de lá, vi a mesma receita em muitos outros lugares na internet. Também, olha só a receita: pique bananas maduras em pedaços e leve ao congelador. Bata no processador ou liquidi até ficar cremoso. Sirva.
Pfff lógico que fez sucesso. É algo gostoso, barato, fácil e "magro". (E gelado, o que conta mil pontos nesses 35oC ou mais).
Agora, pensei comigo, eu realmente acho a idéia boa e realmente tenho vontade de dividir com vocês publicando aqui. Então... hum... resolvi acrescentar mais alguma coisa, que é pra causar interesse em quem já conhece o fantástico sorvete-de-um-ingrediente-só: cestinhas de cookies. Só que preciso testar mais pra acertar nas cestinhas porque não foi dessa vez.