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De manhã, cérebro começando a funcionar (mais ou menos).
O corpo ainda morno da cama, e os pensamentos ainda gostosamente vazios, aos poucos lembrando os compromissos do dia, se precisa levar guarda-chuva, qual roupa usar.
Cortar umas frutas, coar café, aquecer o leite para a primeira refeição. Na pressa, fogo alto.

Se o leite for de vaca, pode acabar entornando espuma no fogão e lá se vai a paz de espírito.
Se for leite vegetal, a surpresa chata pode ser outra: que o leite talha sob altas temperaturas, sabe? Fica uma porção aguada misturada com uns grumos, nada atraente.

Como lidar?


Tenho sorte de ter amigos com quem aprendo um monte de coisas. Por exemplo, uma moça que é minha amiga há uns 300 anos, a Flávia. A gente toda a vida troca receitas, e recomendações de leituras, e impressões sobre a vida de maneira geral.
Costumo considerar que, se estou indo com o milho, lá vem ela com o fubá. No caso de hoje, temos o leite de amendoim.
Do jeito que eu preparo, leva mais ou menos um dia. Do jeito dela, são só uns minutinhos – o que vem bem a calhar quando estou com um bolo no forno e lembro que me falta o leite para a calda.


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Detalhes tão pequenos – Como abrir um coco com classe.

15/08/2016 - 1 Comentários - Detalhes tão pequenos | Coco, Leite de coco, Leite vegetal, Vegano

Se você opta por usar coco embalado/desidratado nas suas receitas em vez da fruta fresca porque acha que abri-la em casa dá trabalho demais, aproveite o post de hoje! Vou te explicar como é simples e rápido de fazer, e ainda por cima com a maior classe ;)

Coco verde é menos comum de encontrar, e concordo que dá muita mão de obra. Essa versão deixo para aproveitar quando estou na beira da praia.
Mas o coco maduro a gente encontra em qualquer mercado, feira, sacolão e afins por preços ótimos, com a polpa macia, doce, e gordinha. E sem as desvantagens de compra-lo como produto processado: sem aditivos químicos, embalagens, sem adoçar ou desengordurar.

Vamos aos fatos.


Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


O clichê a que o título de refere sou eu própria, yours truly. Como assim? Assim:

Assim, tenho passado um bom tempo em casa, cozinhando e escrevendo, e organizando o blog, e chega uma hora que dá um bode e preciso mudar de cenário. Aí está o clichê: apesar de ter muitas pautas em mente, deu uma certa falta de inspiração para escrever. Então fui a um café, e de repente não consigo parar de desenhar letras sobre o papel.
Geralmente, um parque perto da minha casa é o meu quintal. Mas com a chuvinha boa que está caindo, decidi ir conhecer este lugar onde queria ir há tempos. Me apaixonei.
Inclusive porque no trajeto à pé as idéias vão tomando forma sem que a gente nem perceba.

Quanto ao inusitado, é que outro dia me deparei com um belo maço de beterrabas que estava sem destino em casa, já que ando mais interessada nas ramas das beterrabas do que nelas próprias. Me lembrei de um vídeo todo bonitinho que uma amiga recomendou tempos atrás, onde aparecia a receita de um bolo sem farinha, de chocolate com beterraba. Ta aí uma combinação que eu não pensaria se ninguém me contasse que existe. E, olha, que delícia!


Lembra uma vez que eu disse um dos motivos que me faz considerar avós tão ninja?
Elas são sensacionais! Não importa que alguma coisa saia errada ou fora do esperado, elas têm uma habilidade inacreditável de transformar alguma coisa em outra coisa. Uma que dê certo. 
Isso é particularmente verdade na cozinha, mas se aplica a outras áreas do conhecimento, com certeza. 
Eu, que estou longíssimo de ser avó, pelo menos posso ir treinando meu lado ninja desde já.

Acontece que nos últimos tempos meu namorado e eu temos nos interessado um bocado por café. Temos experimentado variedades especiais, torras diferentes, acidez assim, aroma assado... Não que sejamos grandes entendedores do assunto, mas gostamos bem.
Aí, em um dia em que eu *precisava* beber café com o bolo que havia preparado, tava sem nem um grão em casa.
Bom, que dúvida? Desci no mercadinho da esquina e comprei café em pó mesmo, de uma marca comum. 
Pra minha surpresa, o paladar não gostou. Não achou nem ok. 
Ora, veja só, fiquei mal acostumada!
Aí é que precisei pôr a mente pra funcionar: como lidar com ½ kg de café que não gostei nadica?