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De manhã, cérebro começando a funcionar (mais ou menos).
O corpo ainda morno da cama, e os pensamentos ainda gostosamente vazios, aos poucos lembrando os compromissos do dia, se precisa levar guarda-chuva, qual roupa usar.
Cortar umas frutas, coar café, aquecer o leite para a primeira refeição. Na pressa, fogo alto.

Se o leite for de vaca, pode acabar entornando espuma no fogão e lá se vai a paz de espírito.
Se for leite vegetal, a surpresa chata pode ser outra: que o leite talha sob altas temperaturas, sabe? Fica uma porção aguada misturada com uns grumos, nada atraente.

Como lidar?


Tenho sorte de ter amigos com quem aprendo um monte de coisas. Por exemplo, uma moça que é minha amiga há uns 300 anos, a Flávia. A gente toda a vida troca receitas, e recomendações de leituras, e impressões sobre a vida de maneira geral.
Costumo considerar que, se estou indo com o milho, lá vem ela com o fubá. No caso de hoje, temos o leite de amendoim.
Do jeito que eu preparo, leva mais ou menos um dia. Do jeito dela, são só uns minutinhos – o que vem bem a calhar quando estou com um bolo no forno e lembro que me falta o leite para a calda.


Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


Lembra uma vez que eu disse um dos motivos que me faz considerar avós tão ninja?
Elas são sensacionais! Não importa que alguma coisa saia errada ou fora do esperado, elas têm uma habilidade inacreditável de transformar alguma coisa em outra coisa. Uma que dê certo. 
Isso é particularmente verdade na cozinha, mas se aplica a outras áreas do conhecimento, com certeza. 
Eu, que estou longíssimo de ser avó, pelo menos posso ir treinando meu lado ninja desde já.

Acontece que nos últimos tempos meu namorado e eu temos nos interessado um bocado por café. Temos experimentado variedades especiais, torras diferentes, acidez assim, aroma assado... Não que sejamos grandes entendedores do assunto, mas gostamos bem.
Aí, em um dia em que eu *precisava* beber café com o bolo que havia preparado, tava sem nem um grão em casa.
Bom, que dúvida? Desci no mercadinho da esquina e comprei café em pó mesmo, de uma marca comum. 
Pra minha surpresa, o paladar não gostou. Não achou nem ok. 
Ora, veja só, fiquei mal acostumada!
Aí é que precisei pôr a mente pra funcionar: como lidar com ½ kg de café que não gostei nadica?


Pães de minuto, essa maravilha da humanidade!

Na verdade, eu chamaria estes pequeninos de bolos, porque são feitos com fermento químico em vez de fermento biológico. E essa é a razão pela qual eles ficam prontos tão depressa.

São ótimos para preparar um lanche rápido, pra quando alguém aparece em casa, para servir como desculpa pra ligar o forno em tardes geladas, esse tipo de coisa.

A receita vem de um livro que ganhei de um amigo no ano passado, chama "Bolinhos salgados e doces", da Ilona Chavancova.


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Pudim de aniversário

05/06/2014 - 5 Comentários - Receitas | Leite, Leite condensado, Ovo

Depois de duas semanas sem postar, aqui estou eu de volta. Já em São Paulo, já com trabalho (e feliz da vida com isso! Os profissionais autônomos por aí sabem como é), já matando saudade dos amigos daqui, já morrendo de saudade da minha família de dos amigos de SC.

Espero que vocês tenham tido férias boas, que tenham muitas idéias pro ano que ta começando. Não vai ser fácil, nunca é. Mas vai ser muito produtivo, e muito divertido, com certeza.

Sempre achei que fazer pudim era uma coisa complicada e que tinha tudo pra desandar.

Eu tinha tentado fazer antes, e não tinha dado certo.

Mas como era aniversário do meu irmão, achei que valia a pena tentar de novo.

A receita é o clássico 1, 2, 3: 1 lata de leite condensado, 2 medidas iguais à da lata de leite, 3 ovos, bater no liquidificador. Qualquer mãe por aí te fala isso e acha que você vai conseguir fazer o pudim sozinha. Mas e os detalhes?

Os detalhes peguei no Technicolor Kitchen.

Resultado: o primeiro pudim que eu faço e funciona!


Nos próximos posts, provavelmente vou aumentar a quantidade de almoços naturebas.

To num esforço pra melhorar hábitos alimentares, e esse quiche foi a primeira tentativa.

Fez sucesso!

A receita da massa tirei daqui, e o recheio meio que inventei, baseada em algumas receitas que li.


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Ô de casa!

25/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Leite, Omelete, Pimenta, Queijo, Sem desperdício, Tomate

Eu sei, eu sei.
É hoje que a maior parte das famílias se reúne pra comemorar o natal. Mas no nosso caso, comemoramos antecipadamente, já que hoje não ta todo mundo aqui. Então almoçamos coisas simples, e à noite estivemos em um jantar com uma família amiga.


O negócio é o seguinte: lugar de comida é na mesa ou na barriga, nunca no lixo. No outro dia, fiz muitas bolachinhas de natal. E por um capricho meu acabei passando todas elas no cortador de novo depois de assadas, porque queria que ficassem todas iguaizinhas, redondinhas.
Bom, o que fazer com as 3 xícaras que sobraram de bolacha esfarelada? Pão!


Dessa vez inspirada pela Flávia, fiz panquecas pro almoço.

É bom que é rapidinho e fica sempre gostoso.





Tenho um agradecimento a fazer, e o jeito que funciona melhor pra mim é preparar uma  doçurinha.

Escolhi essa receita porque acho que tem um tom sofisticado, e como o agradecimento é grande, fiz também cookies de chocolate e castanhas que adaptei da Patrícia.

Em português, os biscoitos de alecrim recheados com geléia de damasco ficam assim: