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Assim como na literatura, acredito que na culinária as traduções acontecem a toda hora. Essa tentativa de dizer a mesma coisa com palavras de outra língua (ou ingredientes de outra terra), sabe?
É claro que nunca fica a mesma coisa e, se me perdoam a falta de purismo, considero algumas versões “traduzidas” ficam muito melhores que o original.

Depois de anos convivendo com o maravilhoso molho pesto nos almoços de família, tive oportunidade de prova-lo em uma cantina italiana super tradicional de São Paulo – e não achei a menor graça.


Quando a gente sai pra comer em um buffet ou restaurante por quilo, sempre tem muito mais opções do que caberia civilizadamente em um prato. É claro, um truque meio safado desses restaurantes é apelar para o comilão que existe dentro de cada um e nos deixar com vontade de experimentar tudo (ahem... comigo não é difícil).
Às vezes, uma das opções que me deixa com água na boca é justamente aquela torta Madalena. Sabe? É meio torta, meio empadão: leva uma camada de carne moída temperada com verduras no fundo da assadeira, coberta com uma camada de purê de batata fofinho.
Me parece um belíssimo almoço! Só pôr uma salada crua do lado, e sucesso.
Só que não gosto de carne e não como carne, então nunca dá pé experimentar o prato. A mesma coisa me acontece no caso do escondidinho, que é praticamente a mesma coisa, apenas substituindo o purê de batata por purê de mandioca, e a carne moída por carne seca desfiada.
Ô vida.
Aí, um belo dia preparei minha própria versão com as verduras que tinha em casa.
Os onívoros na platéia talvez continuem preferindo a versão com carne sempre, mas pra vocês aí que querem dar uma variada, ou que também não comem carne, recomendo muito experimentar a receita.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.

 

Não é fácil comer um hambúrguer barato hoje em dia. Quer dizer: um bom hambúrguer barato. Assim como boa parte das comidas rápidas, a versão gourmet se expandiu nos últimos 10 anos, melhorando bastante a qualidade de muitos lugares mas também elevando bastante os preços. Não dá pra ficar de boa em um lugar que cobra mais de R$30,00 pelas versões mais simples do lanche (para as mais sofisticadas, o céu é o limite).

A alternativa é buscar aquele cheese-salada reforçado das padarias ou o lanche rápido dos botecos, mais próximos do hambúrguer caseiro. E aí vai de lugar pra lugar. Já encontrei ótimos achados em bares fuleiros e cheeseburguers tenebrosos em padarias bonitonas. Bem, pelo menos os preços não impossibilitam o rango.

Mas tem um lugar famoso na cidade que virou ponto de referência do apreciador de hamburguinhos tradicionais: o Hambúrguer do Seu Oswaldo. Aberto no Ipiranga desde 1966, é um daqueles lugares meio obrigatórios pra quem curte comer pela cidade e não se contenta a ficar no eixo Pinheiros/Paulista/Centro. A cidade é gigante e repleta de picos fenomenais, o Seu Oswaldo sendo um desses casos mais ilustres. Dei uma passada lá na semana passada, junto com a Catharina e o Leo.


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Comida de rua - churrasco grego e shawarma!

22/08/2014 - 10 Comentários - Comida de rua | Alho, Cebola, Pão, Sanduíche, Tahine

Gabriel é um amigo que conheci estudando cinema, no primeiro curta em que me chamaram pra fazer assistência de câmera.
Durante a faculdade, lembro dele como técnico de som, microfonista e roteirista - se bem que ele tenha dirigido cena também (em filmes que não cheguei a trabalhar).
É um cara ótimo pra conversar sobre música, escreve sobre filmes e quadrinhos, e outro assunto que temos em comum é comida. Cada um gosta de coisas bem diferentes: eu com minhas verduras orgânicas e integrais, ele apaixonado por bacon e biscoitos recheados. Mas há itens sobre os quais temos de concordar: lámen, comida italiana, pães, doces. 
O lance é que o Gabriel aprecia e conhece lugares excelentes para comer na rua - e vai nos apresentar nesta nova coluna os lugares que ele visita por São Paulo e além. Com a palavra, Gabriel.

Opa! Sou o Gabriel Marzinotto, um cara que vive em São Paulo - na Mooca, precisamente - e realmente adora esta cidade.
É um lugar tão gigante, cheio de opções, que não entendo quando ouço alguém falar "preciso viajar pra escapar um pouco daqui". Quer dizer, até entendo, é uma cidade cheia de problemas e sempre ligada no 220v. Mas é também tão bagunçada e cheia de opções onde se menos espera, que me deixa tranquilo: sempre vai haver algo a se fazer, algum canto bacana pra se achar. E pra comer, rapaz, aqui é um lugar massa demais.
E é sobre isso que é a coluna: comer bem pelas ruas da cidade. Não só comida de barraquinha ou carrinho, mas também aquela comida rápida de balcão, ou aquele muquifinho onde se gasta pouco e se come algo que só se acha por aí, longe do conforto de casa.
E aí entra a segunda parte da coluna: a tentativa de reproduzir e adaptar essa comida de rua pra dentro de casa.
Pra quê, podes perguntar, se todo o charme é achar cantos e comidas espalhados pela cidade? Porque as vezes dá preguiça, uai. Ou porque as vezes você tem aqueles amigos ou familiares que tem receio de comer um churrasgato no centro. Ou porque, enfim, é divertido cozinhar coisas divertidas. 
Espero que gostem. E pra começar, o clássico dos clássicos...
Churrasco Grego e Shawarma!


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.


Bom, admito que pode parecer estranho pra muita gente, mas o fato é que eu me empolgo indo à feira. (Com outros acontecimentos também, claro. Mas hoje quero contar da feira).

Toda vez saio de casa com uma lista em mente, com o intuito de não comprar comida demais, e toda vez volto com mais do que havia planejado. É tudo fresco, tudo bonito, fica difícil resistir.

O lado ruim é que posso acabar não dando conta de tanta hortaliça, e às vezes a comida se estraga.

Agora, vejam só: com o começo do friozinho tem muita fruta gostosa voltando a aparecer nos estandes, as flores (que murcham quando o calor é forte) estão à venda de novo.

Quando tem, costumo comprar papolas e copos de leite, mas as que havia lá da última vez que fui eram flores de capuchinha e de abobrinha: belezas que vão ao prato.

Claro que eu tinha que experimentar as flores de abobrinha, com aquela cor toda viva. Só não sabia o que fazer.

A moça que vendia me garantiu que havia muita receita na internet além das clássicas flores fritas (que não acho muito atraentes).

Sugeriu um risoto. Pois bem, inventei um risoto pra chamar de meu.


Há bastante tempo acompanho o Enjoy Indian Food, e sempre que como em restaurantes indianos acho uma delícia. Mas nunca tinha tomado a iniciativa de preparar receitas indianas.

Que bobagem minha! Acho que é porque a lógica dessa comida é tão diferente das coisas que costumo preparar, que nunca sabia por onde começar direito.

Eis que um belo dia vejo essa receita aqui, que leva feijão fradinho.

E calhou que eu tinha feijão fradinho já cozido e congelado, mas não sabia ainda como ia comer.

Aliás, tenho vários tipos de feijão em casa, e ando pensando em bons jeitos de prepará-los além do nosso arroz-feijão de todo dia.

No fim, achei que essa receita - Teriwale Lobiya - foi um jeito tranquilíssimo de começar a abordar a culinária indiana.


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Sopa de tomates do quintal

05/06/2014 - 5 Comentários - Receitas | Alho, Batata doce, Cebola, Ovo, Pimenta, Salsa, Tomate

Tomates são amor em forma de fruto, sobre isso não tenho dúvidas. 

Eles podem tanto ser uma comida fresquinha, como quando são usados em saladas cruas, quanto ser uma comida reconfortante, quando são assados, grelhados, marinados, cozidos, transformados em molho...

E quando nascem às pencas no quintal? Quando, no calor, a gente tira uma tigela cheia de tomates por dia?

Aí é amor demais pra uma pessoa só. Aproveitei em uma tarde que choveu e ficou mais fresco e fiz deles uma sopa para dividir com a família.


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Bifum com shitake. Quê?

05/06/2014 - 2 Comentários - Receitas | Acelga, Alho, Broto, Cebola, Cenoura, Cogumelo, Oriental, Shoyu

Talvez eu não tenha mencionado isso antes no blog, mas tenho fascinação pelo Japão e pelos japoneses.

Acho as comidas lindas, as roupas absurdas lindas, aquele monte de coisa colorida que eu não entendo, filmes de artes marciais, os artigos de papelaria mais específicos do mundo, o design, as soluções de arquitetura, tudo lindo.

Mas eu nunca gostei de comida japonesa, porque acho as texturas esquisitas.

Recentemente comi em um restaurante de lámen com meu namorado, e gostei muito. Depois fui em um lugar na Liberdade com uns amigos e comi yakimeshi, e depois em outro lugar na Liberdade com outros amigos, e assim vai...

Continuo sem me interessar pelos frutos do mar & peixes crus, mas afinal a culinária japonesa tem muitas coisas que não envolvem nenhum dos dois.

Esse aqui foi meu almoço de hoje, e olha só que bacana, foi feito a partir das coisas que eu tinha em casa, sem receita.

Bifum é um macarrão bem fininho feito de arroz, e shitake é o tipo de cogumelo.

Dá pra improvisar algo parecido substituindo os ingredientes com o que estiver à mão.


Às vezes acontece de eu ficar alguns dias comendo só na rua, ou por algum outro motivo comendo mais bobagem do que comida de verdade.

E aí fico precisando passar na feira pra comprar um monte de verduras e frutas e comer só coisas frescas pra compensar.

Quando to nessa, e ainda assim apressada, esse curry é uma saída boa.

Fica pronto depressa, dá pra fazer com praticamente qualquer verdura à gosto do freguês, é reconfortante. No frio o curry tem um apelo a mais, mas pra mim também dá certo no calor.


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Alho, óleo e o hortelã

05/06/2014 - 2 Comentários - Receitas | Alho, Hortelã, Massa, Pimenta

Acho que as pessoas com preguiça e/ou cansadas também têm direito a um jantar bacaninha depois de um dia longo de trabalho.

Resolvi sair um pouco do lugar-comum acrescentando hortelã macerado ao óleo neste macarrão.


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Tá calor, né?

09/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Alho, Beringela, Brócolis, Cebola, Cenoura, Limão, Sem glúten, Sem laticínios, Sopa, Vegano

Pois é, tá calor.
Mas eu nem ligo, fiz sopa mesmo assim.


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Hommus.

29/11/2010 - 0 Comentários - Receitas | Alho, Culinária árabe, Grão de bico, Hommus, Limão, Óleo de oliva, Pimenta, Tahine, Vegano

Essa é uma comida que eu gosto muito, que é simples e "confortável", e que é saborosa e enche a barriga.
Com um pouco paciência teria ficado bem bem parecida com o hommus dos restaurantes bacanas, mas por agora ficou com jeitão bem de casa.


Hoje no almoço só coloquei a mesa. O Caio e a mãe dele cozinharam pra nós um nhoque com molho de tomate apimentado. Hum! :)

Porém... não deixei de cozinhar. Sempre que dá, tento fazer em casa também algo pra levar de lanche pro trabalho. Afinal, toda tarde acontece de eu ficar com uma fominha.


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Lentilha.

14/11/2010 - 0 Comentários - Receitas | Alecrim, Alho, Batata, Cebola, Cenoura, Coentro, Lentilha, Pimenta, Salsa, Sopa, Vegano

Bom, na minha casa a gente sempre comeu lentilha com arroz, do mesmo jeito que se come feijão com arroz. Às vezes até tem farofa junto e tudo. 

Hoje fiz uma lentilha rápida, mas de bastante, que é pra ficar com almoço pronto pros primeiros dias da semana (não faço almoço todo dia). E o arroz não tem segredo, é igual ao de sempre (integral).