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Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


Me chamem de clichê, me chamem de adolescentinha, mas gosto demais de quando chega a primavera.
Eu sei, geralmente se associa primavera = o momento em que as flores e borboletinhas aparecem por todos os lados, como nos livros do José de Alencar; eu penso mais que as árvores de fruta começam a ficar carregadas, que as verduras ficam mais viçosas que nunca, que é quando tem dias de sol intenso com vento fresco - o clima mais agradável do mundo.
E, pelo menos pra mim, com a mudança de estação parece que vem um clima meio de ano novo, talvez porque meu aniversário é por essa época. Ou só porque é o anúncio de que em poucos meses acaba o ano mesmo.
De qualquer forma, se formos nos concentrar no quesito "verduras lindas" acabamos caindo no post de hoje, que é um jeito muito prático de comer salada.

Gosto de preparar estes rolinhos de papel de arroz recheados com salada quando a família se reúne na casa da minha mãe no verão. Lá, às vezes, a gente não faz almoços sérios, no horário, com todo mundo sentado à mesa.
Às vezes a mesa fica posta e vai saindo um prato, vai saindo outro, os pequenos correm atrás dos bichos ou fazem "projetos de ciência", os grandes lêem, ficam na rede, cozinham, desenham, montam alguma engenhoca ou aeromodelo, cuidam da trilha sonora, por aí vai.
E enfim, gosto muito da idéia de poder comer salada civilizadamente com uma mão só. Algo que - convenhamos - não é exatamente possível com saladas no formato comum. Ainda mais se estiverem com molho.


Bom, admito que pode parecer estranho pra muita gente, mas o fato é que eu me empolgo indo à feira. (Com outros acontecimentos também, claro. Mas hoje quero contar da feira).

Toda vez saio de casa com uma lista em mente, com o intuito de não comprar comida demais, e toda vez volto com mais do que havia planejado. É tudo fresco, tudo bonito, fica difícil resistir.

O lado ruim é que posso acabar não dando conta de tanta hortaliça, e às vezes a comida se estraga.

Agora, vejam só: com o começo do friozinho tem muita fruta gostosa voltando a aparecer nos estandes, as flores (que murcham quando o calor é forte) estão à venda de novo.

Quando tem, costumo comprar papolas e copos de leite, mas as que havia lá da última vez que fui eram flores de capuchinha e de abobrinha: belezas que vão ao prato.

Claro que eu tinha que experimentar as flores de abobrinha, com aquela cor toda viva. Só não sabia o que fazer.

A moça que vendia me garantiu que havia muita receita na internet além das clássicas flores fritas (que não acho muito atraentes).

Sugeriu um risoto. Pois bem, inventei um risoto pra chamar de meu.


Não sei vocês, mas eu sou uma pessoa que gosta de comida. Mesmo.

Me dá um bruta mau humor ter fome e/ou vontade de comer, e não ter nada à mão para beliscar.

E com essa onda em que ando de comer direitinho e saudável, a trama se complica.

Porque às vezes até daria pra quebrar o galho em alguma padaria do caminho, mas não ando com vontade de comer pão de queijo e pão francês o tempo todo (além do mais, cada bocadinho que se compra na rua em São Paulo representa uma porcentagem significativa dos ganhos mensais de um ser humano).

Eis que em maio do ano passado, juntando informações daqui e dali, e testando um pouco, fiquei feliz com a receita/fórmula que desenvolvi para barrinhas de aveia.

Cê vê: elas ficaram do jeito que eu gosto. Crocantes, e aceitando bastante variação nos ingredientes.

A questão é a seguinte: se eu tenho fome, em geral preciso de algo salgado. E isso não é possível com a receita daquelas barrinhas de aveia.

Têm aparecido no mercado algumas opções de barrinhas salgadas. Pelo que ouvi dizer, quase todas são esquisitas ao paladar. Ainda assim, são possíveis.

Lá vai a Flora procurar pela internet receitas de barrinhas salgadas. Mas não foi fácil de achar.


Tem coisas que a gente aprende quando é pequeno, muitas vezes através da observação, que acabam se tornando verdades absolutas. 

Uma coisa que aprendi com a minha avó Nelci é que toda vez que se recebe uma visita em casa, ou toda vez que alguém de casa volta de viagem, a gente faz alguma coisa especial pra esperar a pessoa. Sempre. 

Calhava que 98% das vezes essa coisa era bolo.

Então na minha cabeça, receber alguém em casa está associado a fazer um bolo.

Alguns dias atrás, recebi duas pessoas muito queridas (oi Ire, oi mãe), então aí está, bolinho de limão siciliano com sementes de papoula.

Claro que tirei essa receita do technicolor kitchen, reino dos doces feitos com fruta cítrica, e pra mim o lugar número um pra achar um receita boa para as minhas recém-adquiridas sementes.


Às vezes acontece de eu ficar alguns dias comendo só na rua, ou por algum outro motivo comendo mais bobagem do que comida de verdade.

E aí fico precisando passar na feira pra comprar um monte de verduras e frutas e comer só coisas frescas pra compensar.

Quando to nessa, e ainda assim apressada, esse curry é uma saída boa.

Fica pronto depressa, dá pra fazer com praticamente qualquer verdura à gosto do freguês, é reconfortante. No frio o curry tem um apelo a mais, mas pra mim também dá certo no calor.