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Existir não é um negócio simples, embora haja momentos absolutamente deliciosos nessa vida.
Dizem por aí que na adolescência a gente passa por questionamentos, dúvidas e tudo o mais. Mas, seriamente, há quem possa dizer que passou dos 20 e agora sabe o que fazer com tudo isso que a gente é?
Eu continuo sem saber, de verdade.

Quando eu morava em Sampa e esse sentimento ficava muito grande, no primeiro dia que tivesse folga ia para a Liberdade. É um lugar que sempre me fascinou, desde os primeiros meses na cidade. Percorrendo 4 estações de metrô, eu chegava a outro mundo. Bonito, intrigante, incompreensível. Ia passear, me perder nas ruazinhas, e por algumas horas absorvia o lugar só com os sentidos, sem pensar, sem tentar entender. Me reconfortava essa sensação de ser estrangeira.
E tem uma comida que pra mim resume e traz à tona todo esse clima: lámen.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É engraçado que este post é um que vem sendo planejado desde que a Flora me convidou pra fazer essa coluna. Quando falei que pretendia não fazer algo exclusivo para comidas de barraquinhas de rua eu estava pensando no lámen do Aska e sei que ela também sempre achou válido. Só demorei  pra escrever porque fica no limite mesmo das definições auto impostas desse espaço. Afinal, é dentro de um restaurante, tem fila na porta – que fica fechada, aliás. Parece algo que não encaixa no conceito daqui. Mas quem conhece o Aska acho que entende um pouco a escolha.

Porque lámen não é uma comida de rua, mas é uma comida rápida, pra ser devorada em um balcão – ou em uma mesa comum, dividida entre estranhos – e dar aquela forrada no estômago sem enrolação.  Por isso ele está aqui. E porque o Aska é um lugar que funciona nessas normas rígidas da comida rápida: se enrolar te apressam até você sair fora.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.

 

Não é fácil comer um hambúrguer barato hoje em dia. Quer dizer: um bom hambúrguer barato. Assim como boa parte das comidas rápidas, a versão gourmet se expandiu nos últimos 10 anos, melhorando bastante a qualidade de muitos lugares mas também elevando bastante os preços. Não dá pra ficar de boa em um lugar que cobra mais de R$30,00 pelas versões mais simples do lanche (para as mais sofisticadas, o céu é o limite).

A alternativa é buscar aquele cheese-salada reforçado das padarias ou o lanche rápido dos botecos, mais próximos do hambúrguer caseiro. E aí vai de lugar pra lugar. Já encontrei ótimos achados em bares fuleiros e cheeseburguers tenebrosos em padarias bonitonas. Bem, pelo menos os preços não impossibilitam o rango.

Mas tem um lugar famoso na cidade que virou ponto de referência do apreciador de hamburguinhos tradicionais: o Hambúrguer do Seu Oswaldo. Aberto no Ipiranga desde 1966, é um daqueles lugares meio obrigatórios pra quem curte comer pela cidade e não se contenta a ficar no eixo Pinheiros/Paulista/Centro. A cidade é gigante e repleta de picos fenomenais, o Seu Oswaldo sendo um desses casos mais ilustres. Dei uma passada lá na semana passada, junto com a Catharina e o Leo.


Não sei vocês, mas eu sou uma pessoa que gosta de comida. Mesmo.

Me dá um bruta mau humor ter fome e/ou vontade de comer, e não ter nada à mão para beliscar.

E com essa onda em que ando de comer direitinho e saudável, a trama se complica.

Porque às vezes até daria pra quebrar o galho em alguma padaria do caminho, mas não ando com vontade de comer pão de queijo e pão francês o tempo todo (além do mais, cada bocadinho que se compra na rua em São Paulo representa uma porcentagem significativa dos ganhos mensais de um ser humano).

Eis que em maio do ano passado, juntando informações daqui e dali, e testando um pouco, fiquei feliz com a receita/fórmula que desenvolvi para barrinhas de aveia.

Cê vê: elas ficaram do jeito que eu gosto. Crocantes, e aceitando bastante variação nos ingredientes.

A questão é a seguinte: se eu tenho fome, em geral preciso de algo salgado. E isso não é possível com a receita daquelas barrinhas de aveia.

Têm aparecido no mercado algumas opções de barrinhas salgadas. Pelo que ouvi dizer, quase todas são esquisitas ao paladar. Ainda assim, são possíveis.

Lá vai a Flora procurar pela internet receitas de barrinhas salgadas. Mas não foi fácil de achar.


Pães de minuto, essa maravilha da humanidade!

Na verdade, eu chamaria estes pequeninos de bolos, porque são feitos com fermento químico em vez de fermento biológico. E essa é a razão pela qual eles ficam prontos tão depressa.

São ótimos para preparar um lanche rápido, pra quando alguém aparece em casa, para servir como desculpa pra ligar o forno em tardes geladas, esse tipo de coisa.

A receita vem de um livro que ganhei de um amigo no ano passado, chama "Bolinhos salgados e doces", da Ilona Chavancova.


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Sopa de tomates do quintal

05/06/2014 - 5 Comentários - Receitas | Alho, Batata doce, Cebola, Ovo, Pimenta, Salsa, Tomate

Tomates são amor em forma de fruto, sobre isso não tenho dúvidas. 

Eles podem tanto ser uma comida fresquinha, como quando são usados em saladas cruas, quanto ser uma comida reconfortante, quando são assados, grelhados, marinados, cozidos, transformados em molho...

E quando nascem às pencas no quintal? Quando, no calor, a gente tira uma tigela cheia de tomates por dia?

Aí é amor demais pra uma pessoa só. Aproveitei em uma tarde que choveu e ficou mais fresco e fiz deles uma sopa para dividir com a família.


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Pudim de aniversário

05/06/2014 - 5 Comentários - Receitas | Leite, Leite condensado, Ovo

Depois de duas semanas sem postar, aqui estou eu de volta. Já em São Paulo, já com trabalho (e feliz da vida com isso! Os profissionais autônomos por aí sabem como é), já matando saudade dos amigos daqui, já morrendo de saudade da minha família de dos amigos de SC.

Espero que vocês tenham tido férias boas, que tenham muitas idéias pro ano que ta começando. Não vai ser fácil, nunca é. Mas vai ser muito produtivo, e muito divertido, com certeza.

Sempre achei que fazer pudim era uma coisa complicada e que tinha tudo pra desandar.

Eu tinha tentado fazer antes, e não tinha dado certo.

Mas como era aniversário do meu irmão, achei que valia a pena tentar de novo.

A receita é o clássico 1, 2, 3: 1 lata de leite condensado, 2 medidas iguais à da lata de leite, 3 ovos, bater no liquidificador. Qualquer mãe por aí te fala isso e acha que você vai conseguir fazer o pudim sozinha. Mas e os detalhes?

Os detalhes peguei no Technicolor Kitchen.

Resultado: o primeiro pudim que eu faço e funciona!


Nos próximos posts, provavelmente vou aumentar a quantidade de almoços naturebas.

To num esforço pra melhorar hábitos alimentares, e esse quiche foi a primeira tentativa.

Fez sucesso!

A receita da massa tirei daqui, e o recheio meio que inventei, baseada em algumas receitas que li.


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Ovo poché

05/06/2014 - 4 Comentários - Receitas | Ovo

Pra um café da manhã reforçado, os ovos poché funcionam super bem.

São rápidos, dá pra servir com um pãozinho tostado e uma salada de folhas e não precisa de mais nada.

Diferente do que eu pensava, eles não ficam obrigatoriamente com a gema mole. Pra testar, fiz cada um de um jeito.


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Ratatuile e ovos mexidos

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Abobrinha , Inhame, Ovo, Rabanete

Achei que esse almoço tinha cara de Aran Goyoaga.

Porque ela usa ovos e raizes com muita frequência...

O que aconteceu foi assim: vi rabanetes lindos na feira e quis comprar de todo jeito, mas eu não gosto de rabanete. Mas eles eram lindos. Mas pra quê vou comprar se não vou querer comer? Oh céus! haha

Bom, aí lembrei de uma foto da Aran (que não achei mais no blog dela) onde tinha uma ratatuille de rabanetes com alguma outra coisa. E achei que podia ficar bom.

Ficou mesmo!


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Omellet du fromage. (mentira)

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Cenoura, Omelete, Ovo

Terça a noite não é hora pra fazer omelete bonita. Desculpem. :)

É omelete, isso sim.

Mas o queijo ficou só pra citação.


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Almoço sério

05/06/2014 - 0 Comentários - Receitas | Feijão, Ovo

Sopa de feijão com ovo frito


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Sandubão.

06/01/2011 - 0 Comentários - Receitas | Atum, Cebola, Manjericão, Ovo, Pepino, Queijo, Sanduíche

A foto não faz jus a belezinha que é esse sanduíche. Mas na correria matinal ficou assim mesmo.


Foi no final de 2009/ início de 2010 que comecei a pegar o jeito de fazer biscoitos.
Eu sou o tipo da pessoa que pode errar muitas vezes, mas pelo menos erro prestando atenção, então vou lembrando dos erros e evitando eles cada vez que preparo uma receita. Depois de algum tempo (às vezes demorado, às vezes rápido) aprendo a acertar.
Bom, o caso foi que meu irmão só viu biscoitos que eu fiz quando eu já estava mais pro lado do acerto, e lembro de ele ter ficado impressionado. Fiquei tão contente de ele gostar dos doces, que quando dá (quando minha mãe me visita) faço alguma coisa pra mandar pra ele. Aí que eu quis fazer um bolo pro aniversário dele que fosse muito bonito e amoroso.


O negócio é o seguinte: lugar de comida é na mesa ou na barriga, nunca no lixo. No outro dia, fiz muitas bolachinhas de natal. E por um capricho meu acabei passando todas elas no cortador de novo depois de assadas, porque queria que ficassem todas iguaizinhas, redondinhas.
Bom, o que fazer com as 3 xícaras que sobraram de bolacha esfarelada? Pão!


Pra alegrar a vida do menino, que ta morrendo resfriado e não pode nem sair de casa, fiz uns esquilos.


Dessa vez inspirada pela Flávia, fiz panquecas pro almoço.

É bom que é rapidinho e fica sempre gostoso.


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Jantar pra um.

24/11/2010 - 0 Comentários - Receitas | Dedo verde, Omelete, Ovo, Pimenta, Queijo, Tomate, Tomate cereja, Vagem


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Cookies.

15/11/2010 - 0 Comentários - Receitas | Aveia, Biscoitos, Chocolate, Farinha de trigo refinada, Manteiga, Ovo

Quando vem gente em casa, gosto de ter alguma comidinha pra oferecer. Mesmo se for simples, mesmo se for pra pedir pizza depois...

Geralmente, cookies são uma boa pedida porque são rápidos e fáceis de fazer, e até agora não conheci alguém que não goste deles.