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Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É Junho, então é época de aproveitar as festas juninas por aí. Aqui em São Paulo dá pra achar festas das mais distintas tradições, pratos típicos variados. Mas se tem uma constante em toda festa junina que se preze é a fogazza. Não? Bem, então é a constante na festa junina aqui do lado da minha casa. O que está ótimo pra mim.


 

Assim como meço o tempo miúdo (minutos, horas) em músicas, por conta do hábito de sempre ter uma trilha tocando em casa, o tempo médio (meses, estações), meço pelas comidas, clima do tempo, eventos.
Não importa se o mundo estiver caindo na minha cabeça, pra mim quando os dias ficam frios, o vento forte, e o sol mais amarelo, estão chegando as férias de julho. Nariz gelado, aipim, abóbora, pinhão, maçã, mexerica, limão todo o tipo de cítricos me lembram esse espírito. E olha que faz tempo que terminei a graduação, mas a sensação permanece.

No momento, a gente não vence consumir todo o limão que dá na árvore do quintal da minha mãe, mesmo distribuindo a fruta para os amigos. (Afinal, aqui quase todo mundo tem um pé de limão no quintal, ou alguém na família da pessoa tem). Há uns dois invernos, acho, colhendo um monte de limão caipira, resolvi fazer uma geléia que levava o sumo, a casca, açúcar, e só. Sem receita, sem anotar nada. Ficou ó-te-ma.

Resolvi filmar o vídeo dessa receita pra mostrar o jeito de preparar as cascas, como reconhecer o ponto da geléia etc, ficou lindo. Pena de deu errado! O sabor saiu forte demais.
Também! Quando preparei da primeira vez, mil anos atrás, não anotei nada. Preparando de cabeça agora, certamente fiz algo diferente, e eis que o resultado (lógico) ficou diferente. Nessas horas é que penso que realmente faz sentido andar sempre com um caderno debaixo do braço.
Aí  não teve outro jeito: aproveitei a abundância de limões e passei uma semana inteira testando preparar a geléia de várias maneiras, até chegar num resultado gostoso - o que não consegui mais obter somente com o sumo, a casca e o açúcar.

Agora sim, com uma versão testada, aprovada e anotada, passo pra vocês a receita da geléia de limão caipira!


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


Eu duvido, sinceramente, que exista alguém que não goste de pastel. Claro que não estou falando de pastéis meio frios, meio murchos, pingando óleo. Não.
Estou falando de pastel fresco, quentinho, crocante, caprichado. Frito em óleo novo. Desse aí não é possível desgostar.
Um feliz complemento eventual ao almoço do dia-a-dia, um lanche rápido na feira (junto daquele copo de caldo de cana gelado), ou ainda um belo petisco para servir com cerveja: eis a receita de hoje.
Depois de experimentar as quatro receitas que encontrei nos cadernos da minha avó Nelci, escolhi aquela que ficou do jeitinho do pastel que ela preparava, e aqui vai.



Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

 

Existem carrinhos de churros espalhados pela cidade toda, sempre com aquela massa doce acrescida de mais doce de leite, injetado por dentro. É gostoso, mas devo ser sincero: 
acho meio enjoativo, pesadão. É doce frito, cheio de óleo, injetado com mais doce ainda. Raramente como por aí. 
Também porque tenho memória afetiva de outro tipo de churro, que comia com minha família nas manhãs de domingo: a versão de roda do Churros da Moóca.


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Chimia.

02/12/2010 - 0 Comentários - Receitas | Açúcar refinado, Banana, Café da manhã, Sem laticínios, Vegano

Chimia de banana. Mmmm. 
Não sei ainda como se faz pra que ela não fique com esse tom rosado/lilás que acho meio esquisito. Mas fica tão bom com um pãozinho de café da manhã!


Sim, eu uso diminutivos o tempo todo. haha Nesse caso faz bastante sentido, porque o sabor de manteiga fica suave.

Estou insistindo nas tentativas de pão até pegar o jeito. E esse aqui considerei um avanço. :)




Tenho um agradecimento a fazer, e o jeito que funciona melhor pra mim é preparar uma  doçurinha.

Escolhi essa receita porque acho que tem um tom sofisticado, e como o agradecimento é grande, fiz também cookies de chocolate e castanhas que adaptei da Patrícia.

Em português, os biscoitos de alecrim recheados com geléia de damasco ficam assim: