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Nutrição: Porque será que saúde intestinal é tão importante?

27/03/2015 - 7 Comentários - Nutrição |

Este texto e imagem são de autoria de Laura Leite.

Há alguns meses, comecei a conhecer Laura mesmo sem conhecê-la - através dos comentários que a Jo fez acerca de suas pesquisas e estudos. A Jo e eu discutimos constantemente por email, pensando em quais seriam bons temas para abordar e elucidar aqui na coluna de nutrição. E através de conceitos que ela foi me apresentando, chegamos à conclusão de que, para entender a influência que a nutrição tem sobre nós, é fundamental conhecer como funciona o sistema digestivo, com atenção especial ao intestino.
Fiquei cada vez mais curiosa para escutar a linha de raciocínio da Laura, e finalmente fomos apresentadas quando a Jo propôs que ela escrevesse neste espaço sobre a importância de dar atenção à saúde intestinal - tanto individualmente, para termos compreensão e autonomia com nosso corpo e saúde, como no âmbito dos profissionais que atendem e orientam ao público em geral quando algo sai do eixo. Passo a palavra à Jo.

Há pouco mais de dois anos, Laura me apresentou a dieta paleolítica e toda a ciência por trás desse template nutricional ancestral. A cada dia de conversa era uma nova descoberta, uma nova maneira de pensar e agir sobre tudo o que estava relacionado com a prática nutricional convencional (aquela baseada na pirâmide alimentar, no comer de três em três horas e na prescrição genérica de divisão de macronutrientes, entre outras características). A partir daí, comecei a admirar seu esforço e sua habilidade de estudar temas complexos sobre a ciência da nutrição. Sempre que precisei de um apoio, tanto de opinião quanto bibliográfico, ela estava lá com a sua coerência. Todos meus textos foram escritos por mim com a ajuda da Flora, que conduz os tópicos através de dúvidas e perguntas que servem como guias; e também com a ajuda da Laura, que ora ou outra revisava o texto e me ajudava com leitura complementar e referência bibliográfica. O tópico "saúde intestinal" é muito importante para quem tem curiosidade sobre como nosso corpo funciona e a influência da alimentação nisso. Porém, sinto que meus estudos sobre esse órgão estão crus. E a pessoa que conheço que mais entende sobre o tema é a Laura. Então hoje, é com muita alegria no coração que Flora e eu abrimos o espaço para essa pessoa maravilhosa que tem muito a contribuir com nossa coluna. Seja bem vinda, Laura! 

Obrigada Flora e Jo pelas apresentações :)
Meu nome é Laura Mattos Leite e estou super feliz e grata pelo convite! Acho o site da Flora uma delícia de ler, cheio de imagens lindas, idéias e informações muito legais! Ele me lembra a casa da minha amada Tia Lola em Ribeirão Preto, onde por toda minha infância, eu só senti aconchêgo e amor e adorava experimentar as deliciosidades que ela fazia com tanto carinho.
Eu sou formada pela PUC RJ em Comunicação Social e trabalho também como consultora e mentora em  Comunicação Profissional. Desde 1997 comecei a me interessar mais por nutrição, pois tive uma crise séria de alergias misteriosas enquanto eu estudava yoga e morava na Índia. Consegui curar-me completamente através da eliminação do glúten e nunca mais olhei para trás.
A partir daí me certifiquei como Personal Trainer, Instrutora de Pilates, e recebi treinos de professores muito generosos e maravilhosos em diversas modalidades de movimento.
Em 2009, tive contato com a dieta “anti-inflamatória”, que radicalmente reduz as fontes de Omega 6 das refeições. Venho trabalhando e participando desde então de simpósios nesse tópico,  incluindo o que agora “está na moda” chamar - muito embora não cientificamente - de “Dieta Paleolítica”. Sempre evitei rotular dietas, pois para mim elas remetem à uma fórmula. Não acredito em fórmulas, mas sim naquilo que é melhor para cada pessoa individualmente no seu contexto de vida. Estou na fase final do curso de Nutrição de Diagnóstico Funcional e realizando um desejo de entender melhor os hormônios e poder assim ajudar melhor as pessoas. Acredito que o alimento é um remédio poderoso e vejo o ato de cozinhar como uma Arte, Terapia e Diversão. Amo cozinhar, quem quiser pode dar uma passadinha aqui no meu instagram, vou adorar a visita!
Confesso que Jo é responsável por grande parte das minhas aventuras culinárias, pois ela me inspira infinitamente e depois que a conheci, cozinhar ficou ainda mais divertido e delicioso.  Obrigada Jo! 

Vamos então falar hoje sobre esse órgão, que muitas vezes chamo de “a nossa raíz”: O Intestino.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É engraçado que este post é um que vem sendo planejado desde que a Flora me convidou pra fazer essa coluna. Quando falei que pretendia não fazer algo exclusivo para comidas de barraquinhas de rua eu estava pensando no lámen do Aska e sei que ela também sempre achou válido. Só demorei  pra escrever porque fica no limite mesmo das definições auto impostas desse espaço. Afinal, é dentro de um restaurante, tem fila na porta – que fica fechada, aliás. Parece algo que não encaixa no conceito daqui. Mas quem conhece o Aska acho que entende um pouco a escolha.

Porque lámen não é uma comida de rua, mas é uma comida rápida, pra ser devorada em um balcão – ou em uma mesa comum, dividida entre estranhos – e dar aquela forrada no estômago sem enrolação.  Por isso ele está aqui. E porque o Aska é um lugar que funciona nessas normas rígidas da comida rápida: se enrolar te apressam até você sair fora.


 

Faz alguns meses, diminuí o consumo de laticínios e ovos em casa. Por nenhum motivo muito específico, é só que não ando lá com muita vontade de comê-los, e além disso são produtos extremamente perecíveis. Não é algo que dá pra comprar e deixar na geladeira por trezentos anos para consumir de ver em nunca (os ovos até que dá, mas enfim).
Um pouco por esses motivos, um pouco pelo desafio de fazer comida gostosa sem esses ingredientes - que estão em praticamente qualquer receita - meio que deixei de comprá-los. O engraçado é que demora pra pensarmos em cozinhar de fato sem laticínios e ovos. O que acontece mesmo é usarmos as mesmas receitas adaptadas com substitutos.
Aí fiquei experimentando, procurando modos de preparar leites vegetais, e hoje estou dividindo o que se tornou minha receita básica para fazê-lo com oleaginosas.


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