Bg_site_br

1

Nutrição: ano novo, Guia Alimentar novo.

30/01/2015 - 1 Comentários - Nutrição |

O texto neste post é de autoria de Josiane Giaretta, com uma colaboração da Flora lá no parágrafo sobre os capítulos 04 e 05.

 

Nada melhor do que começar o ano com material inédito. Bom, talvez nem tão inédito assim, pois foi no finalzinho de 2014 que o Novo Guia Alimentar Para a População Brasileira foi publicado pelo Ministério da Saúde. Essa publicação substitui as diretrizes propostas em 2006 e atende a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aconselha a atualização periódica dos manuais sobre alimentação e nutrição. E adivinhem? Vem mais comida de verdade por aí!

O Novo Guia superou minhas expectativas e ganhou meu coração com a lista de referências bibliográficas. A intenção desse texto não é fazer uma “análise” sobre o conteúdo. A ideia é de usar os temas abordados como gancho para levantar assuntos interessantes sobre nutrição e aproximá-los do nosso cotidiano.

Algumas figuras públicas que trabalham com nutrição e alimentação já comentaram sobre o guia. Um dos mais legais, simples e didáticos é o texto/vídeo da Francine Lima, autora do incrível canal Do Campo à Mesa. Num pequeno texto de fácil assimilação ela apresenta a ideia-núcleo que norteou as novas diretrizes. Como ela mesma diz, “A mensagem central do guia é tão simples, tão democrática, tão calcada em nossa cultura não científica, que deverá assustar e até incomodar aqueles que se veem amarrados ao nutricionismo, aquela visão reducionista da nutrição em que a presença de nutrientes “do bem” e a ausência de nutrientes “do mal” determinam as leis da sobrevivência. O guia se nega a perpetuar essa conversa confusa e coloca em primeiro plano aquilo que provavelmente explica o tal do paradoxo francês: é mais saudável quem tem uma relação mais social e ao mesmo tempo íntima com a comida”.

O Dr. Souto, médico gaúcho e autor do blog científico sobre dietas ancestrais, também deu sua opinião sobre a nova publicação, assim como Bela Gil e as nutricionistas do Fechando o Ziper.

De cara já gostei do novo guia por conta das fotografias. Diferentemente da publicação de 2006, nessa encontramos inúmeras fotografias, seja de hortas, crianças, pessoas à mesa, ingredientes e preparações. A escolha dos alimentos para compor as sugestões de refeições regionais foi baseada na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE entre 2008 e 2009. De acordo com essa pesquisa, alimentos in natura ou minimamente processados equivalem a 70% da alimentação dos brasileiros. O que é uma coisa boa. Outro ponto interessante é a linguagem simples utilizada durante o texto. Qualquer pessoa é capaz de ler e entender.


Quando a gente sai pra comer em um buffet ou restaurante por quilo, sempre tem muito mais opções do que caberia civilizadamente em um prato. É claro, um truque meio safado desses restaurantes é apelar para o comilão que existe dentro de cada um e nos deixar com vontade de experimentar tudo (ahem... comigo não é difícil).
Às vezes, uma das opções que me deixa com água na boca é justamente aquela torta Madalena. Sabe? É meio torta, meio empadão: leva uma camada de carne moída temperada com verduras no fundo da assadeira, coberta com uma camada de purê de batata fofinho.
Me parece um belíssimo almoço! Só pôr uma salada crua do lado, e sucesso.
Só que não gosto de carne e não como carne, então nunca dá pé experimentar o prato. A mesma coisa me acontece no caso do escondidinho, que é praticamente a mesma coisa, apenas substituindo o purê de batata por purê de mandioca, e a carne moída por carne seca desfiada.
Ô vida.
Aí, um belo dia preparei minha própria versão com as verduras que tinha em casa.
Os onívoros na platéia talvez continuem preferindo a versão com carne sempre, mas pra vocês aí que querem dar uma variada, ou que também não comem carne, recomendo muito experimentar a receita.


Um jeito bom de aprender coisas novas é observando a maneira como outras pessoas fazem as coisas do dia-a-dia na casa delas.
Esse aqui é um truque simples de tudo, que até agora vi apenas em uma casa, e que impede qualquer ser humano de enrolar para recolher o lixo.


Há anos fui mordida pela vontade e pelo desafio de preparar pães sem usar o fermento instantâneo comprado em mercado, ainda no tempo em que eu preparava meus não-intencionais pães-pedra (como dizia Madi, minha avó materna, "pão que faz dentinho de ouro").
Acho que a vontade veio mesmo porque essa proposta parecia pra mim tremendamente desafiadora. Praticamente uma experiência científica (o que aliás, de fato ela é).
Até encontrar o blog Wild Yeast, nunca tinha me dado conta de que o fermento é na verdade uma cultura de micróbios que vive no ar. Esse mesmo, o ar puro e limpinho - ou nem tanto assim - que inspiramos pelas narinas em qualquer lugar do mundo.
Que descoberta sensacional! Que perspectiva nova. Mesmo.
Mas aí, experimentando, testando, tomando notas, teimando em não gastar meu dinheirinho suado em livros excelentes-porém-caros (que a bem-amada biblioteca municipal não empresta, deixa apenas ler no local), ou cursos que entrem na mesma categoria, só agora estou entendendo um pouco mais como fazer a coisa funcionar. Muitas vezes é assim com os novatos: ou precisam ser bem insistentes, ou precisam pagar para que alguém ensine. É claro, fazer pão é o tipo do conhecimento que está em todo lugar (da mesma forma que os levedos estão), mas é meio difícil de apreender. Toda avó sabe. Sempre tem uma tia que sabe, um vizinho, enfim. Mas acho que a dificuldade mora no fato de que fazer pão é algo muito intuitivo e sensorial.
Quando se pega o jeito da coisa mesmo, se faz sem medir nada, e aí dá trabalho explicar.
Você pergunta: "Deixa crescer por quanto tempo?"
E te respondem: "Ahh, até ficar bem fofinho". E você lá, perdidão, sem saber se ficou fofinho o suficiente ou se já passou do ponto.

Nestes textos sobre pão sem fermento instantâneo, vou tentar fazer a ponte entre os padeiros experientes que não tem muito jeito pra explicação, e os explicadinhos que não tem experiência em fazer pães ainda.


2

Filosofia de pia - bom dia 2015!

05/01/2015 - 2 Comentários - Filosofia de pia |

Amores, como vocês têm passado os últimos dias?
Espero que, de férias ou trabalhando, tenham passado perto de pessoas queridas, fazendo coisas que gostem.

Agora, já na primeira segunda-feira de 2015, estou a todo vapor preparando a casa (e eu própria) para o que se segue: louça lavada, pão fermentanto, feijão de molho. Ontem fui à feira buscar verdura fresca, que também já ficou limpinha.

Não é que essas datas comemorativas marquem com a maior habilidade do mundo fins e começos, mas pelo menos dá pra aproveitar essa "aura" de ano novo e preparar os dias, semanas, meses, acontecimentos que vão vir.
Tenho um bocado de histórias pra contar, receitas, curiosidades - assim como a Dra Jo e o Gabriel.
Com certeza estarei mais presente por aqui, pra dividir com vocês a empolgação que me leva todos os dias (ou quase todos os dias, vai...) à cozinha.

Beijo grande, e um bom ano pra todos nós!
Flora.


Carregar mais