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Pesto com castanha do Brasil – traduções

13/10/2016 - 2 Comentários - Receitas | Alho, Castanha do Pará, Castanhas, Manjericão, Molho, Óleo de oliva

Assim como na literatura, acredito que na culinária as traduções acontecem a toda hora. Essa tentativa de dizer a mesma coisa com palavras de outra língua (ou ingredientes de outra terra), sabe?
É claro que nunca fica a mesma coisa e, se me perdoam a falta de purismo, considero algumas versões “traduzidas” ficam muito melhores que o original.

Depois de anos convivendo com o maravilhoso molho pesto nos almoços de família, tive oportunidade de prova-lo em uma cantina italiana super tradicional de São Paulo – e não achei a menor graça.

Pra ser bem sincera, não tenho plena certeza de quais sejam os elementos fundamentais ao pesto tradicional (deve ser uma discussão mais polêmica que final de campeonato de futebol) mas na minha concepção não pode faltar:
- manjericão;
- azeite de oliva;
- fruto oleaginoso;
- sal. 

Os elementos opcionais são:
- um dente pequeno de alho, cru;
- queijo parmesão. 

E isso é tudo. Dá vontade de comer de colher!
A questão é que, a rigor, a receita é feita com pinoles - um frutinho oleaginoso que na Itália tem bastante, e aqui não. Dito isto, porque não usaríamos algo que tem aqui, como nozes, amêndoas, ou a deliciosa castanha do Brasil (aka castanha do Pará)? 

Na família Refosco, esta última é a preferida. Anos atrás, meu avô comprava nozes pecã às baciadas. A gente ficava descascando na varando da casa enquanto jogava conversa fora. Uma parte íamos comendo ali mesmo, outra parte ficava para as receitas. Mas agora não temos mais contato com esse pessoal que vendia as pecãs, e as castanhas do Pará entraram no lugar.

Fazemos assim:
- 2 xícaras de folhas de manjericão fresco (é um montão mesmo. Usamos só as folhas, sem o cabinho, já lavadas e sem o excesso de água)
- ½ colher de chá de sal
- ¾ xícara de castanha do Pará (se tiver outra oleaginosa à mão, pode ser também. Mas vale lembrar que o sabor não pode roubar a cena do manjericão. São boas opções: macadâmia, noz, amêndoa. Não recomendo: amendoim, avelã, castanha de caju).
- Azeite de oliva à gosto.
Medida da xícara: 240ml

No pilão, amassamos o manjericão com sal até formar uma pastinha. Aos poucos, adicionamos castanhas à tigela e continuamos amassando. Alguns pedaços de castanha ficam grandes, e esses é que dão a textura que a gente ama tanto.
A mistura parece uma farofa, meio seca. Este é o ponto em que adicionamos o azeite de oliva para que o molho chegue à textura desejada.

Quem gosta daquele sabor pungente do alho, meio ardidinho, pode amassar um dente pequeno no mesmo momento em que amassa as folhas.
E quem quiser o salgadinho do parmesão, pode amassa-lo junto das castanhas (neste caso, deixe de lado o sal, que pode ficar excessivo).

O molho pesto é maravilhoso em saladas, sanduíches, nhoque, pizza, qualquer massa na verdade. Em cima de verduras assadas... mmm! Até um simples espaguete vira festa acompanhado de pesto e uma salada de tomate.

Este post é o último que fiz para participar da campanha #FoodLovers da Philipo Berio, contando sobre o jeito como misturo azeite de oliva a ingredientes e comidas do Brasil. Confere o hotsite deles para ver mais gente que participou.

E me conta, existe uma “tradução” de receita que você gosta mais do que o original? Diga nos comentários!
Te espero no insta e no facebook enquanto não sai o próximo post (psiu: quando preparar receitas daqui, marque #blogflorarefosco pra eu te ver ;)

15/04/2017 20:27:12

Virgilio

Comentário
Vou vir aqui mais vezes gostei muito..Boa Páscoa!

Resposta da Flora
Oi querido! Seja bem vindo, volta mesmo :)

13/10/2016 19:21:12

Karin

Comentário
Floraaa oiee Então o molho pesto é uma constante aqui em casa...já fiz com castanhas do pará, nozes, até com castanhas de caju e amendoim. Uso também, além do manjericão, a salsinha, além de alho, queijo parmesão e azeite. Vou experimentando e sempre fica gostoso. É o meu molho coringa e todos adoram! Bj

Resposta da Flora
Mmmm! Corro para o pesto também, sempre que dá aquela vontade de comer algo gostoso. Ainda mais porque é rapidinho de fazer, né Karin? Nunca fiz incluindo a salsinha, preciso experimentar. Volta sempre! Beijos.

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