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Como sobreviver a períodos de trabalho intenso e poucas idas ao mercado: substituindo miojo civilizadamente.

20/02/2015 - 1 Comentários - Receitas | Massa

Quando ainda estava na faculdade, se eu sabia que ia ter um período de trabalho intenso, comprava uma meia dúzia de pacotes de miojo e deixava no armário para "casos de emergência" (leia-se "casos de chegar da rua com fome e cansada, querendo apenas tomar banho e capotar").
Mas né? Miojo não é o tipo da coisa que costuma frequentar minha cozinha, devido a quantidade de tranqueiras industrializadas em sua composição. Conversando com um amigo sobre o impasse, ele deu uma idéia muito boa de substituição. Depois, pensando mais sobre o tema "miojo", cheguei a uma conclusão meio filosófica sobre o problema. Vejamos.

O que o torna tão apelativo não é o sabor, obviamente. Nem mesmo a rapidez do preparo, ou o fato de durar tanto tempo armazenado sem se deteriorar (o que faz com que ele esteja disponível mesmo se eu passar meses sem ir ao mercado), ou o preço baixo. A verdade é que, com miojo, a gente não precisa pensar. Isso sim.
Então, veja que simples: se uma vez na vida eu pensar adiantado em algumas opções de comida que posso deixar prontas em 5 minutos, e estabelecer que essas serão minhas opções de emergência, quando o corpo e o cérebro estiverem esgotados, preciso apenas executar um plano que já foi feito.
A Francine sugere cozinhar um ovo mole, por exemplo. Mas eu gosto mesmo é da idéia do Mura (o amigo que falei).

Consiste em substituir o macarrão instantâneo tranqueira por bifum, aquele macarrão fininho de arroz que não leva ingredientes esdrúxulos (veja no pacote: o único ingrediente é arroz). Se não encontrar bifum para comprar, pode usar macarrão cabelinho de anjo. É a massa comum de trigo, só que bem fininha. Por serem tão finas, cozinham super rápido.
Em geral, levo 2 xícaras de água a aquecer em uma panela pequena. Quando ferve, acrescento um punhado da massa crua e deixo cozinhar por dois minutos antes de desligar. Sempre é bom olhar a embalagem para ver o tempo de cozimento sugerido, mas costuma ser algo entre 1 e 3 minutos.

Agora, o tempero em pó (esse sim é do mal) substituo por uma colher de sopa de missô.
Faço assim: jogo fora uma parte da água do cozimento da massa, mas deixo um pouquinho na panela. Coloco a colherada de missô ali junto e dou uma mexida para dissolver. Se estiver no espírito da ogrice, como da panela mesmo. Quando a civilidade fala mais alto, sirvo em uma tigelinha. É gostoso colocar um pouco de cheiro verde picado, em geral cebolinha. No dia que fiz as fotos, o que tinha por perto era manjericão fresco, e foi o que usei. Ficou gostoso também.

Para apresentar aos que não conhecem: o missô é um alimento tradicional japonês, uma pasta fermentada de soja, que às vezes leva outros grãos, e sal. É bem saborosa e salgadinha, e dependendo de como é preparada pode até agir como pré-biótico. Ou seja: favorecer as bactérias que auxiliam no processo digestivo.
Ainda não tem aqui no blog um post completo sobre este assunto, mas falo dele rapidamente no texto sobre pão de fermentação natural.

Se preferir algo mais clássico, mantenha na despensa alguns tomates desidratados, orégano e azeite de oliva.
Depois que o macarrão cozinhar, é só escorrer do mesmo jeito, deixando um tiquinho de água, e acrescentar o tomate desidratado picadinho, orégano, azeite e sal.

 

E vocês, pra onde correm quando o cansaço é grande e a geladeira está vazia?
Contem suas dicas nos comentários!

12/05/2015 21:29:46

Monica Findeis

Comentário
Boa ideia Flora, bifum é tão rápido quanto miojo e muito melhor, na minha opinião! Estou cansada já daquele gosto de miojo, mas quando a fome bate e estou exausta é o que há! hehe

Resposta da Flora
Oi Monica! Pois é, acho uma delícia o bifum com missô. Missô tem um gostinho reconfortante tão bom :) Essa estratégia de pensar com antecedência em "opções de emergência" funciona super bem. Quer ver então congelar porções individuais quando preparo um pouco a mais de comida no almoço... rs Um beijo!

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