Bg_site_br

2

Filosofia de pia – Por onde andei.

07/03/2016 - 2 Comentários - Filosofia de pia |


Foto: Max M. Fuhlendorf

2015 foi um ano bem intenso na minha vida, mais pra dentro do que pra fora. Pensei que seria um ano de observar e absorver, de aprender um monte de coisas, mais do que de realizar. E foi.
Só que pensei também que a sequência natural dos acontecimentos seria a partir daí gerenciar melhor meu tempo, me humor, a publicação de textos e vídeos, prática de esporte e meditação... pfff. A gente é tão ingênuo, não é?
Não sei quem foi inventar essa ideia de que primeiro acontece uma coisa, depois outra. Sempre é tudo-ao-mesmo-tempo-agora, e a gente é que precisa fazer o ritmo.
Continuo observando e aprendendo, e to começando a achar que esse momento dura a vida inteira. Então, pra vida ser inteira mesmo, o jeito é ir realizando ao longo do caminho aquilo que temos vontade. Foi o que fiz.
Quase. Pra ficar completo, me falta dividir aqui as coisas que descubro. De modo que aí vai um resumão dos últimos tempos.

Em agosto, conheci Belém do Pará. E, lá, um punhado de frutas amazônicas maravilhosas. Experimentei tudo o que podia, inclusive peixe frito com açaí no mercado de Ver-o-peso; cachaça com jambu na ilha do Combú; e pela primeira vez entrei em um igarapé, na ilha do Algodoal. Dancei o carimbó em Icoaraci, e fiquei com essas sílabas bonitas ecoando na cabeça por um tempão.


Ilha do Combú.


Mercado de Ver-o-Peso.


Dourada frita com açaí e farinha de tapioca (mais o molhinho de pimenta!). Mesmo que eu quase não coma produtos animais, fiz questão de experimentar essa combinação típica.


Conjunto Uirapuru tocando carimbó em Icoaraci.

Em julho, passei alguns dias em retiro de meditação no Rio Grande do Sul que, no fim das contas, era bem falante e agitado. Ali fiz amigos de vários lugares do Brasil – o que é particularmente gostoso pela possibilidade de visita-los e conhecer lugares novos: Goiás, Brasília, RJ, Matinhos/PR, Recipe/PE.
Não sei porque, mas tenho uma vontade enorme de ir a Recife e conhecer lá. Talvez por causa do tanto de música boa que vem de Pernambuco?
Enfim, uma amiga que fiz nessa ocasião me enviou receitas de pão (levedado) e bolo sem glúten, que estou louca pra testar.

Comprei e ganhei um bocado de livros bons, que infelizmente tenho lido a passo de formiga, porque preciso reservar um espaço no dia-a-dia para a leitura. Só o que tenho devorado é literatura e poesia antes de dormir. Me apaixonei inteira por João de Guimarães Rosa, e troco horas de sono por suas estórias do sertão. A cada pouco, retomo um pouco de Leminski, Manoel de Barros, e lindezas afins.

Quem me indicou leituras maravilhosas sobre comida, corpo e mente, foi a maravilhosa Jo (que escreve a coluna Nutrição aqui no É o que tem pra Hoje), que fiquei super feliz em conhecer na minha visita ao Mato Grosso do Sul neste janeiro.
Fui lá para encontrar a Deisy, uma amiga querida demais. Fui muitíssimo bem recebida pela De e sua família; voltei embora com sementes, receitas, uma “muda” de fermento de batatinha, sabendo pedalar melhor, e o coração flutuando com as ideias que Deisy, Jo, e mais pessoas lindas, discutimos em fins de tarde com tereré.


Deisy, eu, e Jo.

A paisagem plana do MS, e a Vó Maris me ensinando uma receita de pão com o fermento de batatinha.

Haja varanda pra fazer tanta muda! :)

 

Aqui em Pomerode, onde moro, embora pareça improvável, conheci um casal que planta e vende açaí em polpa purinha, e comecei a treinar capoeira.
Pensa uma pessoa que não manja dos paranauês. Essa sou eu. Mas como gosto de um bom desafio, vou treinando. Quem sabe até dezembro aprendo pelo menos a plantar bananeira? No mínimo, é um exercício puxado, e me divirto bastante.

Comecei a conversa com o Daniel, um cara gente finíssima que enriqueceu o blog com o ponto de vista da cozinha profissional (logo logo entra o 2o texto dele no ar).

E recebi convites legais, como um da Filippo Berio para participar da campanha #FoodLovers.
Estou com duas receitas delícia pra postar relacionadas à campanha deles (dica: uma envolve castanha do Pará e manjericão; a outra abóbora e coco).

Passeei de trem até Morretes/PR em um final de semana com Max, Bruna e Fer, pondo em dia um pouco da conversa e vendo paisagens incríveis (como a da primeira foto neste post).

Também fiz novos amigos que talvez filmem comigo vídeos para o blog!
Enfim, continuo experimentando novidades dentro e fora da cozinha, enchendo os olhos de coisas lindas (às vezes, o cartão da câmera também) e precisei matar as saudades de escrever aqui antes que elas me matassem.
Fermentei repolho, assei pão de milho, comecei a fazer vinho com meu tio Julio... unstoppable! ;)

E vocês, meus amores, por onde andam?
O que gostariam de ver por aqui? Me contem nos comentários!
E nos vemos nas redes sociais, hein? (Me encontrem no Instagram e facebook).
Até logo!

08/03/2016 19:31:30

Max

Comentário
<3

Resposta da Flora
vezes três <3

08/03/2016 02:21:26

Rafael Morais

Comentário
Flora, que blog legal! A sua escrita leve é muito agradável de ler.

Resposta da Flora
Oi Rafael! Que querido você :) Volta sempre!

Deixar um Comentário