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Comida de rua - o Hamburguer do Seu Oswaldo + a versão caseira tradicional e veggie.

28/11/2014 - 1 Comentários - Comida de rua | Abobrinha , Alho, Aveia, Beringela, Carne, Cebola, Cebolinha, Fritura, Iogurte, Limão, Maionese, Molho, Mostarda, Óleo de oliva, Ovo, Pimenta, Queijo, Quinoa, Salsa

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.

 

Não é fácil comer um hambúrguer barato hoje em dia. Quer dizer: um bom hambúrguer barato. Assim como boa parte das comidas rápidas, a versão gourmet se expandiu nos últimos 10 anos, melhorando bastante a qualidade de muitos lugares mas também elevando bastante os preços. Não dá pra ficar de boa em um lugar que cobra mais de R$30,00 pelas versões mais simples do lanche (para as mais sofisticadas, o céu é o limite).

A alternativa é buscar aquele cheese-salada reforçado das padarias ou o lanche rápido dos botecos, mais próximos do hambúrguer caseiro. E aí vai de lugar pra lugar. Já encontrei ótimos achados em bares fuleiros e cheeseburguers tenebrosos em padarias bonitonas. Bem, pelo menos os preços não impossibilitam o rango.

Mas tem um lugar famoso na cidade que virou ponto de referência do apreciador de hamburguinhos tradicionais: o Hambúrguer do Seu Oswaldo. Aberto no Ipiranga desde 1966, é um daqueles lugares meio obrigatórios pra quem curte comer pela cidade e não se contenta a ficar no eixo Pinheiros/Paulista/Centro. A cidade é gigante e repleta de picos fenomenais, o Seu Oswaldo sendo um desses casos mais ilustres. Dei uma passada lá na semana passada, junto com a Catharina e o Leo.

O clima é de boteco de bairro mesmo, um balcão gigante fazendo a volta e dominando uma boa parte do ambiente – que expandiu anos atrás, possibilitando umas mesas nas laterais. O cardápio é muito simples: só os lanches e bebidas, sem batata frita ou outros acompanhamentos.

O lance do Seu Oswaldo (e desse tipo de hambúrguer simples) é que eles não são refeições gigantes. São aquele lanchinho gostoso pra se comer conversando com a galera no meio da tarde. O preço é bacana: R$8 o hambúrguer simples, R$10 o cheeseburguer simples. As versões mais incrementadas (salada, maionese, bacon) acrescentam alguns poucos reais. O hambúrguer em si é fino, mas bem gostoso. A maionese é uma delícia. Mas o destaque vem pro molho de tomate, um diferencial gigantesco que dá ao lanche do Seu Oswaldo um sabor único. Pedi um cheeseburguer com maionese extra, uma delicinha.

Achei os refrescos um pouco caros (R$3,40 um suco de máquina de 300ml?), mas a experiência vale bastante. Como fomos lá para almoçar, pedimos dois cada um – o que deu uma bela enchida no bucho. No final saímos gastando um pouco mais de 30 reais, mas tranquilo. Vale lembrar que eles não aceitam cheque ou cartão: é dinheiro vivo mesmo. Hoje é meio incômodo isso, mas enfim. Ainda valeu a pena dar uma passada na casa de queijos ali perto (chamada Loucos por Queijos, no número 1699 da Bom pastor) pra comprar umas belezinhas e fazer a festa em casa.

Hamburguer do Seu Oswaldo: Rua Bom Pastor, 1659, Ipiranga. Aberto de segunda a sábado, das 12h às 22h.

Fazendo em casa: agora com opção vegetariana.

Dessa vez este carnívoro que vos escreve deu uma inventada. Além da receita de um hambúrguer caseiro bacana decidi também buscar uma receita de um hambúrguer vegetariano, pra que todo mundo fique feliz. Eu não sou muito fã, mas a Catharina (que namora o rapaz aqui) curte bastante. Ficou meio dividido: eu cuidei da carne, ela da quinoa. Então pra escrever também nos dividimos. Eu vou contar como fizemos os hambúrgueres e maionese e ela conta como fez os veggies e o molho de alho.

Como em casa temos um mini batalhão de mooquenses, fizemos receitas grandes. Se quiserem, é só fazer as divisões proporcionais dos ingredientes e pronto.

Hambúrguer de carne (dá para uns 20):
2 kg de carne moída (usei acém, mas vocês podem escolher outras mais nobres)
4 pacotes de creme de cebola em pó (68g cada)
2 colheres de chá de pimenta do reino moída
2 colheres de chá de sal
250g de bacon em tiras (para rechear o sanduíche)
400g de queijo prato

Hambúrguer Vegetariano (rende aproximadamente 15 hambúrgueres):
250g de quinoa mista em grãos (mas pode ser só integral ou só do tipo convencional também)
1 ovo
1 abobrinha média (300 a 400g)
1 berinjela grande (500g)
150g de Farinha de rosca
150g de Aveia em flocos
150g de queijo parmesão
½ cebola
2 colheres de azeite de oliva
1 tablete de caldo de legumes
2 xícaras de água
Temperos como sal, páprica, pimenta do reino, chimichurri, etc. a gosto

Maionese caseira:
2 ovos crus
250ml de óleo de soja (aproximadamente)
Suco de ½ limão
Salsinha e cebolinha picadas à gosto
1 dente de alho
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de mostarda amarela
Pitadas de páprica doce e de chimichurri (o mix seco, comprado na zona cerealista – mas aí é de gosto)
1 colher de chá rasa de sal

Molho de alho:
15 dentes de alho com casca
Azeite de oliva, o quanto baste
½ pote de iogurte integral (40ml)
50g de maionese comprada
Sal e pimenta branca a gosto

Medidas aqui.

Bem, primeiro os hambúrgueres de carne. É como sempre fazemos aqui em casa, um hambúrguer caseiro simples e gostoso. A carne é tão fácil que dói. É só misturar a carne moída com os saquinhos de creme de cebola, colocar o sal e a pimenta e fechou, só misturar com as mãos até ficar o mais perto possível de algo uniforme. Aí é fazer as bolinhas, pesar  – nesse caso fizemos uns hambúrgueres grossinhos de 150g, achatar com a palma da mão mesmo e botar pra fritar na frigideira (ou em uma chapa). A dica é deixar a frigideira bem quente, pra que o hambúrguer ainda tenha aquele centro um pouco rosado (sem ficar cru). No final coloco uma ou duas fatias de queijo prato por cima pra derreter. Aí é tirar e montar. O bacon eu faço no microondas mesmo, acho o resultado perfeito. É só colocar as fatias em um prato coberto por algumas folhas de papel toalha e depois cobri-las com mais papel toalha. Coloco 1min30 na potência alta. Abro, viro tudo de ponta cabeça e coloco mais 1min30. Fica sequinho, crocante e bem menos gorduroso que frito no óleo.

A maionese foi mais complicada. Nunca tinha feito antes e vou dizer que ficou bem boa. A parte mais complicada é o ponto – talvez a minha tenha ficado um pouco mais líquida que o ideal, mas eu achei bem de boa. Primeiro bati bem de leve em um liquidificador os ovos com o azeite, a mostarda, os temperinhos (páprica doce, chimichurri, dente de alho e mostarda) e o suco de meio limão. Só alguns segundos. Aí aos poucos fui acrescentando o óleo de soja em fio, bem lentamente, até achar o ponto da maionese. É a parte mais complicada. Logo antes de parar, joguei a salsinha e a cebolinha e terminei de bater. O gosto e a textura ficaram ótimos e mesmo meio molenga ficou perfeito no lanche.

Agora passo a palavra pra linda garota Catharina Strobel, que vai explicar como fazer a versão veggie ;]

Olá pessoal! Pego aqui o bastão do mestre-cuca e já aproveito pra dar um alô aos colegas que são vegetarianos ou que, como eu, não são mas sabem apreciar uma bela refeição baseada nos legumes, verduras e grãos tão deliciosos ;)

Vamos começar pelo veggie burguer. O truque aqui é não se embananar. Berinjela, abobrinha, quinoa... por onde começamos? Você pode começar por qualquer um dos três. Porém, por uma questão prática, comecemos pela quinoa (assim aproveitaremos o tempo de cozimento para cuidar dos demais ingredientes).

Primeiro leve ao fogo os 500ml de água até ferver. Uma vez fervidos, dissolva o tablete de caldo de legumes e reserve. Pique a cebola em pedaços bem pequeninos, como se fosse utilizar pro arroz e, em uma panela, refogue até dourar juntamente com as duas colheres de azeite. Em seguida adicione a quinoa, refogue por um minutinho mexendo sempre, sem deixar queimar. Adicione metade do caldo de legumes, mexa um teco e deixe cozinhando em fogo médio, meio tampado.

Enquanto a quinoa absorve a água, vamos aos demais legumes. Descasque a abobrinha e a pique em cubinhos bem pequenos. Leve ao fogo em uma frigideira juntamente com um filete de azeite. Vá refogando até dourar e a consistência amolecer. Uma vez que a abobrinha estiver ainda em cubinhos, mas facilmente “amassável”, retire do fogo e reserve. Não se esqueça de dar uma espiada de vez em quando na quinoa, uma mexidinha aqui e acolá, para garantir que não está queimando lá embaixo, ou grudando no fundo! Caso a água já tenha baixado consideravelmente, chegou a hora de adicionar o restante do caldo juntamente com a aveia. Dê uma bela mexida e deixe cozinhando.

Vamos à parte divertida: a berinjela! Sabe aqueles garfões de churrasco? Se você tiver um, perfeito. Senão utilize um garfo comum mesmo. Vamos espetar na berinjela (sem descascar), de comprido, inserindo na ponta verde. Aí ligue o fogão (a boca mais potente que você tiver) e segure a berinjela bem próxima à chama, virando sempre e garantindo que toda a extensão recebe o calor. Mais ou menos como se estivesse segurando um graveto com marshmallows numa fogueira de acampamento! Depois de alguns minutos você vai perceber que a berinjela começa a ficar molenga. Ela vai ceder, dobrar. Essa é a hora de desligar o fogo, remover a casca queimada e reservar o miolo da berinjela juntamente com a abobrinha.

A esta altura do campeonato a quinoa com aveia deve estar no ponto. Pegue um teco da mistura, assopre e experimente: se estiver um pouco dura, adicione mais meio copo de água e deixe cozinhando mais um pouco. Se estiver boa, desligue o fogo e reserve sem tampa.

Amasse a berinjela e a abobrinha em uma vasilha grande. Caso ambas estejam bem molinhas você conseguirá fazer facilmente uma pasta, com a ajuda de um garfo. Se a mistura não estiver rolando bem, bata no liquidificador apenas por alguns instantes, somente para formar uma pasta e não para liquefazer totalmente. Em seguida adicione o ovo, a quinoa com aveia, o queijo parmesão e todos os temperos que quiser a gosto. Em restaurantes sempre me deparo com hambúrgueres vegetarianos insossos, então é bom deixar bem temperadinho! Use e abuse daquilo que você gosta. Misture tudo com uma colher de pau e vá adicionando a farinha de rosca aos poucos, pra engrossar. Se achar que precisa de um teco de farinha a mais, adicione no olhômetro, mas sem exagerar. 

Molde os hambúrgueres com as mãos mesmo, da maneira que preferir: mais gordinhos, mais magrelos... não se espante caso estejam um pouco molengas. Passe um pouco de farinha de rosca nas mãos antes, para não grudar. Isso vai ajudar também a formar uma casquinha crocante uma vez que forem fritos, e você vai ver que não ficarão desmilinguidos, mas inteiros e macios por dentro. Logo que desligar o fogo você pode colocar uma fatia de queijo prato ou mussarela por cima e tampar por um minutinho. O queijo vai derreter e deixar o conjunto suculento.

Já o molho de alho não poderia ser mais simples. Pré-aqueça o forno a 200 °C por 10 min. Utilize uma vasilha pequena, que vá ao forno, e adicione os alhos. Se a vasilha for pequenina e os alhos couberem direitinho nela, adicione azeite até cobrir os alhos completamente. Se a vasilha for um teco maior e os alhos estiverem “dançando” dentro dela, adicione azeite até cobrir os alhos pela metade. Leve ao forno por 15 minutos, retire e espere esfriar. Uma vez mornos, descasque os alhos e os bata no liquidificador juntamente com o azeite, o iogurte, a maionese, o sal e a pimenta por até 30 segundos. O molho ficará mais líquido que a maionese, mas é esta a ideia! Você pode montar seu hambúrguer vegetariano como preferir. Nós fizemos assim: cortamos o pão em dois e passamos o molho de alho generosamente na parte interna de cada metade. Para o recheio: uma fatia de tomate seguida de alface e, por fim, o veggie burguer com o queijo derretido por cima. E fim! Você pode parar de babar e partir pro ataque. ;)

E foi assim que iniciamos a festa do hambúrguer na Mooca. Quer dizer, como podem ter visto, deu um trabalhinho grande e a festa foi parcialmente transferida para o almoço do dia seguinte. É sempre bom ter em mente que a maionese e (especialmente) o hambúrguer de quinoa demoram um teco, então é bom começar cedo. Mas algumas pessoas resistiram e se deliciaram com ambos os tipos de hambúrguer e seus molhinhos especiais.

Espero que tenham gostado!

09/02/2015 15:10:09

Flávio Luiz Viani

Comentário
Moro no Ipiranga há 40 anos e de vez em quando visito a Hamburgueria do Oswaldo, o produto é de fato muito bom e barato, sou também cliente do Sou Louco por Queijos, mas ultimamente tenho encontrado a casa fechada. Será que não existe mais? Abraços

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