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Nutrição

A gente pode incluir de tudo no prato, só não pode é deixar de fora os nutrientes fundamentais. Nestes posts, tento entender um pouco sobre a química entre os alimentos e o corpo, e como esta interação influencia no humor e no jeito de levar a vida.

Este texto e imagem são de autoria de Laura Leite.

Olá gente! Aqui está a parte II do artigo sobre Saúde Intestinal. Novamente, muito obrigada à Flora e à Jo por me convidarem a contribuir neste site! :) 

Na parte I, revisamos a anatomia e o funcionamento intestinal em linguagem simples, em termos gerais. Também olhamos o intestino como segundo cérebro, e o eixo intestino-cérebro. Vimos uma seleção de estudos que mostram:
- A correlação entre saúde intestinal, sintomas psicológicos, e desequilíbrios psiquiátricos.
- A correlação entre a microbiota intestinal e a predisposição à obesidade e disfunção metabólica.
- O impacto do glúten no cérebro, e como este pode manifestar diminuição da memória, depressão, bem como sintomas digestivos.
- O quão próximo o intestino está ligado à nossa imunidade.
- A importância de evacuar regularmente. 

Também começamos a compreender a natureza do impacto de duas doenças intestinais muito relevantes, que têm aumentado em incidência atualmente: SBID (Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado) e Permeabilidade Intestinal. Listamos estudos que demonstram como o álcool, mesmo quando é consumido com moderação, pode ser um importante fator de risco para ambas as doenças.

Trazendo todo o cenário do primeiro artigo para o nível prático, vamos:
- Manter em vista o sistema imunológico, o nervo vago, e o eixo intestino-cérebro.
- Tentar clarear o entendimento de que níveis de stress, emoções, descanso, movimento, dieta e digestão, formam um mecanismo indivisível.
- Convidar o leitor a tomar distância e olhar pela perspectiva de nossos ancestrais, como viviam, se comportavam, consumiam alimentos, antes de a civilização começar a manifestar as doenças que há hoje.


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Nutrição: Porque será que saúde intestinal é tão importante?

27/03/2015 - 7 Comentários - Nutrição |

Este texto e imagem são de autoria de Laura Leite.

Há alguns meses, comecei a conhecer Laura mesmo sem conhecê-la - através dos comentários que a Jo fez acerca de suas pesquisas e estudos. A Jo e eu discutimos constantemente por email, pensando em quais seriam bons temas para abordar e elucidar aqui na coluna de nutrição. E através de conceitos que ela foi me apresentando, chegamos à conclusão de que, para entender a influência que a nutrição tem sobre nós, é fundamental conhecer como funciona o sistema digestivo, com atenção especial ao intestino.
Fiquei cada vez mais curiosa para escutar a linha de raciocínio da Laura, e finalmente fomos apresentadas quando a Jo propôs que ela escrevesse neste espaço sobre a importância de dar atenção à saúde intestinal - tanto individualmente, para termos compreensão e autonomia com nosso corpo e saúde, como no âmbito dos profissionais que atendem e orientam ao público em geral quando algo sai do eixo. Passo a palavra à Jo.

Há pouco mais de dois anos, Laura me apresentou a dieta paleolítica e toda a ciência por trás desse template nutricional ancestral. A cada dia de conversa era uma nova descoberta, uma nova maneira de pensar e agir sobre tudo o que estava relacionado com a prática nutricional convencional (aquela baseada na pirâmide alimentar, no comer de três em três horas e na prescrição genérica de divisão de macronutrientes, entre outras características). A partir daí, comecei a admirar seu esforço e sua habilidade de estudar temas complexos sobre a ciência da nutrição. Sempre que precisei de um apoio, tanto de opinião quanto bibliográfico, ela estava lá com a sua coerência. Todos meus textos foram escritos por mim com a ajuda da Flora, que conduz os tópicos através de dúvidas e perguntas que servem como guias; e também com a ajuda da Laura, que ora ou outra revisava o texto e me ajudava com leitura complementar e referência bibliográfica. O tópico "saúde intestinal" é muito importante para quem tem curiosidade sobre como nosso corpo funciona e a influência da alimentação nisso. Porém, sinto que meus estudos sobre esse órgão estão crus. E a pessoa que conheço que mais entende sobre o tema é a Laura. Então hoje, é com muita alegria no coração que Flora e eu abrimos o espaço para essa pessoa maravilhosa que tem muito a contribuir com nossa coluna. Seja bem vinda, Laura! 

Obrigada Flora e Jo pelas apresentações :)
Meu nome é Laura Mattos Leite e estou super feliz e grata pelo convite! Acho o site da Flora uma delícia de ler, cheio de imagens lindas, idéias e informações muito legais! Ele me lembra a casa da minha amada Tia Lola em Ribeirão Preto, onde por toda minha infância, eu só senti aconchêgo e amor e adorava experimentar as deliciosidades que ela fazia com tanto carinho.
Eu sou formada pela PUC RJ em Comunicação Social e trabalho também como consultora e mentora em  Comunicação Profissional. Desde 1997 comecei a me interessar mais por nutrição, pois tive uma crise séria de alergias misteriosas enquanto eu estudava yoga e morava na Índia. Consegui curar-me completamente através da eliminação do glúten e nunca mais olhei para trás.
A partir daí me certifiquei como Personal Trainer, Instrutora de Pilates, e recebi treinos de professores muito generosos e maravilhosos em diversas modalidades de movimento.
Em 2009, tive contato com a dieta “anti-inflamatória”, que radicalmente reduz as fontes de Omega 6 das refeições. Venho trabalhando e participando desde então de simpósios nesse tópico,  incluindo o que agora “está na moda” chamar - muito embora não cientificamente - de “Dieta Paleolítica”. Sempre evitei rotular dietas, pois para mim elas remetem à uma fórmula. Não acredito em fórmulas, mas sim naquilo que é melhor para cada pessoa individualmente no seu contexto de vida. Estou na fase final do curso de Nutrição de Diagnóstico Funcional e realizando um desejo de entender melhor os hormônios e poder assim ajudar melhor as pessoas. Acredito que o alimento é um remédio poderoso e vejo o ato de cozinhar como uma Arte, Terapia e Diversão. Amo cozinhar, quem quiser pode dar uma passadinha aqui no meu instagram, vou adorar a visita!
Confesso que Jo é responsável por grande parte das minhas aventuras culinárias, pois ela me inspira infinitamente e depois que a conheci, cozinhar ficou ainda mais divertido e delicioso.  Obrigada Jo! 

Vamos então falar hoje sobre esse órgão, que muitas vezes chamo de “a nossa raíz”: O Intestino.


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Nutrição: ano novo, Guia Alimentar novo.

30/01/2015 - 1 Comentários - Nutrição |

O texto neste post é de autoria de Josiane Giaretta, com uma colaboração da Flora lá no parágrafo sobre os capítulos 04 e 05.

 

Nada melhor do que começar o ano com material inédito. Bom, talvez nem tão inédito assim, pois foi no finalzinho de 2014 que o Novo Guia Alimentar Para a População Brasileira foi publicado pelo Ministério da Saúde. Essa publicação substitui as diretrizes propostas em 2006 e atende a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aconselha a atualização periódica dos manuais sobre alimentação e nutrição. E adivinhem? Vem mais comida de verdade por aí!

O Novo Guia superou minhas expectativas e ganhou meu coração com a lista de referências bibliográficas. A intenção desse texto não é fazer uma “análise” sobre o conteúdo. A ideia é de usar os temas abordados como gancho para levantar assuntos interessantes sobre nutrição e aproximá-los do nosso cotidiano.

Algumas figuras públicas que trabalham com nutrição e alimentação já comentaram sobre o guia. Um dos mais legais, simples e didáticos é o texto/vídeo da Francine Lima, autora do incrível canal Do Campo à Mesa. Num pequeno texto de fácil assimilação ela apresenta a ideia-núcleo que norteou as novas diretrizes. Como ela mesma diz, “A mensagem central do guia é tão simples, tão democrática, tão calcada em nossa cultura não científica, que deverá assustar e até incomodar aqueles que se veem amarrados ao nutricionismo, aquela visão reducionista da nutrição em que a presença de nutrientes “do bem” e a ausência de nutrientes “do mal” determinam as leis da sobrevivência. O guia se nega a perpetuar essa conversa confusa e coloca em primeiro plano aquilo que provavelmente explica o tal do paradoxo francês: é mais saudável quem tem uma relação mais social e ao mesmo tempo íntima com a comida”.

O Dr. Souto, médico gaúcho e autor do blog científico sobre dietas ancestrais, também deu sua opinião sobre a nova publicação, assim como Bela Gil e as nutricionistas do Fechando o Ziper.

De cara já gostei do novo guia por conta das fotografias. Diferentemente da publicação de 2006, nessa encontramos inúmeras fotografias, seja de hortas, crianças, pessoas à mesa, ingredientes e preparações. A escolha dos alimentos para compor as sugestões de refeições regionais foi baseada na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE entre 2008 e 2009. De acordo com essa pesquisa, alimentos in natura ou minimamente processados equivalem a 70% da alimentação dos brasileiros. O que é uma coisa boa. Outro ponto interessante é a linguagem simples utilizada durante o texto. Qualquer pessoa é capaz de ler e entender.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Josiane Giaretta.

 

Os conselhos nutricionais vigentes são claros: reduza o consumo de gorduras para melhorar sua saúde. No Guia Alimentar da População Brasileira, o Ministério da Saúde recomenda que nós, profissionais de saúde, orientemos a população a consumir 01 porção de alimentos do grupo lipídeos, dando preferência aos óleos vegetais, azeite e margarinas livres de ácidos graxos trans (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008). Isso é confuso pra mim e imagino que para vocês também.

Primeiramente vamos entender o que são os lipídeos. O nome lipídeo deriva da palavra grega lipo, que significa gordura. Os lipídeos compõem um grande grupo de nutrientes que chamamos de macronutrientes. Nesse grande grupo estão também os carboidratos e as proteínas.


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Nutrição: água - começando pelo começo.

08/08/2014 - 6 Comentários - Nutrição |


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Josiane Giaretta.

A coluna nutrição, começando hoje, surgiu de curiosidades que eu tenho, e imagino que vários de vocês se perguntem questões parecidas.
É uma série de textos para entender melhor como funciona a relação entre nutrientes e bem estar, nível de energia, humor, equilíbrio do corpo. O primeiro texto é sobre água, um fundamento para que tudo flua bem.
Quem escreve esta coluna é a nutricionista Josiane Giaretta, apaixonada por gastronomia e "comida de verdade".
Ela tem estudado gastronomia funcional e, além de nos ajudar a entender nutrição e corpo, vai dividir algumas de suas receitas e fotos lindas.
Vejam que querido o que ela me disse: "entendo a nutrição equilibrada como aquela em que nada é excluído. Se há problemas, pode ser por falta/ excesso de algo". Muito justo, não?

Passo à Jô a palavra.