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Comida de rua

Dicas de onde circular em São Paulo para encontrar barraquinhas simpáticas, cozinheiros interessantes, combinações inesperadas. E o que mais a gente encontrar pelo caminho.

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É Junho, então é época de aproveitar as festas juninas por aí. Aqui em São Paulo dá pra achar festas das mais distintas tradições, pratos típicos variados. Mas se tem uma constante em toda festa junina que se preze é a fogazza. Não? Bem, então é a constante na festa junina aqui do lado da minha casa. O que está ótimo pra mim.


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Comida de rua - Arepas colombianas.

08/05/2015 - 0 Comentários - Comida de rua | carne, Milho

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.


Conheci a culinária da Colômbia através de um amigo de lá que morou aqui em São Paulo. A primeira vez que comi foi em uma feirinha gastronômica que fui com ele e uns amigos, comi as pequenas empanadas deliciosas e provei o suco de limão com côco. Eu sou um cara que tem um paladar meio infantil, resisto a comidas “chatas”, mas combinações pra nós inusitadas geralmente me deixam no mínimo curioso. Não sou muito fã de côco, mas na limonada? Maravilha. E empanadas com amendoím? Fica uma delícia.

Saí de lá com uma boa impressão do que provei e curti a banquinha, Sabores de Mi Tierra. Meus amigos falaram que eles tinham um restaurante perto da Benedito Calixto e que eu deveria visitar um dia.

Passaram-se algumas semanas e fomos no restaurante, uma casa pequena na frente do Instituto Goethe. Era dia de copa – e mais, dia de jogo da Colômbia. O time de James Rodriguez e Quadrado havia ganhado, então o lugar estava lotado e em festa. Era bem apertado as mesas ficavam na garagem inclinada da casa. É meio incômodo comer em um lugar inclinado, mas o clima era legal, a galera toda com o uniforme da seleção (pra mim o mais bonito desta última copa) e ainda estava passando Italia vs Inglaterra na TV, um dos melhores jogos da primeira fase. Foi ali que provei a arepa, prato mais que típico da Colômbia (e Venezuela). Era um pão diferente recheado de costelinha de porco. E assim que dei a primeira mordida virou um favorito meu. Vale também provar os patacones, que são basicamente os mesmos recheios das arepas só que servidos em cima de uma massa crocante feita com banana da terra – parece um doritão mais gostoso.

Voltei lá esta vez em um sábado meio frio e encontrei o pico lotado. Ao invés de torcedores agora era a convenção nacional de hipsters da Vila Madalena que tomava todos os lugares. Pinheiros tem dessas coisas. Mas se é bom e o lugar continua no mesmo espírito, não tem por que reclamar. E esse é o caso.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

É engraçado que este post é um que vem sendo planejado desde que a Flora me convidou pra fazer essa coluna. Quando falei que pretendia não fazer algo exclusivo para comidas de barraquinhas de rua eu estava pensando no lámen do Aska e sei que ela também sempre achou válido. Só demorei  pra escrever porque fica no limite mesmo das definições auto impostas desse espaço. Afinal, é dentro de um restaurante, tem fila na porta – que fica fechada, aliás. Parece algo que não encaixa no conceito daqui. Mas quem conhece o Aska acho que entende um pouco a escolha.

Porque lámen não é uma comida de rua, mas é uma comida rápida, pra ser devorada em um balcão – ou em uma mesa comum, dividida entre estranhos – e dar aquela forrada no estômago sem enrolação.  Por isso ele está aqui. E porque o Aska é um lugar que funciona nessas normas rígidas da comida rápida: se enrolar te apressam até você sair fora.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.


Na minha primeira coluna falei do Churrasco Grego e comentei que pra mim ela seria quase a comida-símbolo deste espaço. Quando penso em comida de rua, comentei, penso nos carrinhos espalhados pelo centro com aqueles belos espetos de carne.  Mas tem outra comida, mais famosa e popular, que desafia esse reinado na minha cabeça.

A coxinha.

É a rainha dos salgados de balcão, encontrada em todos os lugares - de botecos a restaurantes da alta gastronomia. E sem problemas. É possível comer uma diminuta versão gourmet cheia de nove horas em um food truck por quase 10 reais ou atravessar a rua e pedir uma coxa enorme no bar e gastar poucos reais.

Quando decidi escrever sobre a coxinha logo pensei em colar naquelas mais famosas para descobrir  qual é a melhor. A do Frangó, na Zona Norte? Ou as do Veloso na Vila Mariana? Alguns defendem a versão da padaria Barcelona no coração do Higienópolis. Mas no fim achei que ia ser meio lugar comum e meio... bobo. Já existem mil matérias (eu contei) pela internet, fora os guias anuais que sempre votam na melhor versão do petisco.

Qual é a melhor coxinha? Sei lá. Já provei as famosas, são boas mesmo. Mas são pequenas, são caras, e no final acho que as melhores que já comi foram em alguma festa aqui em casa, quando comprávamos o cento da Dona Maria, japonesa aqui da Mooca. Principalmente porque eu podia comer umas dez seguidas.

Então mudei um pouco o esquema e fui em um lugar que eu adoro dar uma passada e que tem uma versão arrebatadora do prato – esta sim a melhor da cidade: a Coxa-Creme do Estadão. Pera, não é uma coxinha! Não, mas meio que é. E é gigante, barata e subestimada.


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto, com colaboração de Catharina Strobel.

 

Não é fácil comer um hambúrguer barato hoje em dia. Quer dizer: um bom hambúrguer barato. Assim como boa parte das comidas rápidas, a versão gourmet se expandiu nos últimos 10 anos, melhorando bastante a qualidade de muitos lugares mas também elevando bastante os preços. Não dá pra ficar de boa em um lugar que cobra mais de R$30,00 pelas versões mais simples do lanche (para as mais sofisticadas, o céu é o limite).

A alternativa é buscar aquele cheese-salada reforçado das padarias ou o lanche rápido dos botecos, mais próximos do hambúrguer caseiro. E aí vai de lugar pra lugar. Já encontrei ótimos achados em bares fuleiros e cheeseburguers tenebrosos em padarias bonitonas. Bem, pelo menos os preços não impossibilitam o rango.

Mas tem um lugar famoso na cidade que virou ponto de referência do apreciador de hamburguinhos tradicionais: o Hambúrguer do Seu Oswaldo. Aberto no Ipiranga desde 1966, é um daqueles lugares meio obrigatórios pra quem curte comer pela cidade e não se contenta a ficar no eixo Pinheiros/Paulista/Centro. A cidade é gigante e repleta de picos fenomenais, o Seu Oswaldo sendo um desses casos mais ilustres. Dei uma passada lá na semana passada, junto com a Catharina e o Leo.


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Comida de rua - food trucks em São Paulo.

24/10/2014 - 3 Comentários - Comida de rua |

Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

Aqui na minha coluna do blog É o que tem pra Hoje defini comida de rua de forma bem abrangente: não é só aquela encontrada nas ruas e calçadas, e sim aquela comida rápida, prática e barata que encontramos pela cidade, de certa forma menos isolada do ambiente ao redor, do bairro e da comunidade. Mas claro: barraquinhas e vans sempre serão formas mais... puras, digamos.

Essa semana decidi falar não de uma comida ou local específico, mas sim de uma iniciativa que começou a “pegar” aqui em São Paulo no último ano: os Food Trucks. Pra quem não conhece, são caminhõezinhos bonitos, bem feitos e que servem, geralmente, versões mais chiquetosas das banquinhas populares. A infame versão gourmet.



Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

 

Existem carrinhos de churros espalhados pela cidade toda, sempre com aquela massa doce acrescida de mais doce de leite, injetado por dentro. É gostoso, mas devo ser sincero: 
acho meio enjoativo, pesadão. É doce frito, cheio de óleo, injetado com mais doce ainda. Raramente como por aí. 
Também porque tenho memória afetiva de outro tipo de churro, que comia com minha família nas manhãs de domingo: a versão de roda do Churros da Moóca.


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Comida de rua - churrasco grego e shawarma!

22/08/2014 - 10 Comentários - Comida de rua | Alho, Cebola, Pão, Sanduíche, Tahine

Gabriel é um amigo que conheci estudando cinema, no primeiro curta em que me chamaram pra fazer assistência de câmera.
Durante a faculdade, lembro dele como técnico de som, microfonista e roteirista - se bem que ele tenha dirigido cena também (em filmes que não cheguei a trabalhar).
É um cara ótimo pra conversar sobre música, escreve sobre filmes e quadrinhos, e outro assunto que temos em comum é comida. Cada um gosta de coisas bem diferentes: eu com minhas verduras orgânicas e integrais, ele apaixonado por bacon e biscoitos recheados. Mas há itens sobre os quais temos de concordar: lámen, comida italiana, pães, doces. 
O lance é que o Gabriel aprecia e conhece lugares excelentes para comer na rua - e vai nos apresentar nesta nova coluna os lugares que ele visita por São Paulo e além. Com a palavra, Gabriel.

Opa! Sou o Gabriel Marzinotto, um cara que vive em São Paulo - na Mooca, precisamente - e realmente adora esta cidade.
É um lugar tão gigante, cheio de opções, que não entendo quando ouço alguém falar "preciso viajar pra escapar um pouco daqui". Quer dizer, até entendo, é uma cidade cheia de problemas e sempre ligada no 220v. Mas é também tão bagunçada e cheia de opções onde se menos espera, que me deixa tranquilo: sempre vai haver algo a se fazer, algum canto bacana pra se achar. E pra comer, rapaz, aqui é um lugar massa demais.
E é sobre isso que é a coluna: comer bem pelas ruas da cidade. Não só comida de barraquinha ou carrinho, mas também aquela comida rápida de balcão, ou aquele muquifinho onde se gasta pouco e se come algo que só se acha por aí, longe do conforto de casa.
E aí entra a segunda parte da coluna: a tentativa de reproduzir e adaptar essa comida de rua pra dentro de casa.
Pra quê, podes perguntar, se todo o charme é achar cantos e comidas espalhados pela cidade? Porque as vezes dá preguiça, uai. Ou porque as vezes você tem aqueles amigos ou familiares que tem receio de comer um churrasgato no centro. Ou porque, enfim, é divertido cozinhar coisas divertidas. 
Espero que gostem. E pra começar, o clássico dos clássicos...
Churrasco Grego e Shawarma!


Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.